30 de outubro de 2006

À uns anos...


Este diálogo existiu à uns anos, numa noite de... (não encontro a palavra para descrever) em que dois amigos se juntaram numa conversa na net! Lembras-te Xico?


olha o gajo!
sim...?
não...?
tlv...?
quem sabe...?
pudera...?
quem diria...?
ou tlv não...?
é possível...?
provável...?
só Deus sabe...
que tou aqui...?
talvez ali?
quem sabe noutro lugar...
ou já ali perto...
ao virar da esquina...
no fim daquela rua...
escondido no parque
deitado num banco de jardim...
com uma mulher quem sabe...
onde só o amor vale...
em que o tempo não conta
em que um segundo é uma eternidade...
uma hora uma vida
uma vida um momento...
para aquela pessoa
para akele sonho...
para dois num só
para um em dois...
para o infinito
e mais além...

19 de outubro de 2006

Haverá algum dia

Haverá algum dia em que andaremos juntos
Como pescador em alto mar?
Haverá algum dia em que estaremos tão distantes
Que eu não tenha de te procurar?

Haverá algum dia sem discussão
Em que só haja um silêncio calado?
Haverá algum dia em que brilhe o sol
Sem que tu o tenhas guardado?

Haverá algum dia em que não importe o nome
Sem que te esqueças do seu chorar?
Haverá algum dia em que não sinta a cara
Como se o mundo estivesse a acabar?

Haverá algum dia em que esqueces o perfume
Todas as suas cores, risos e formas?
Haverá algum dia que mandes para trás
Todas as tuas regras princípios e normas?

Haverá algum dia em que o Inverno se esqueça
E pelo sol se deixe roubar?
Haverá algum dia em que tudo seja avesso
E eu por ti me deixe enganar?

Haverá algum dia em que eu te apague
Sem te guardar num canto da mente?
Haverá algum dia em que conscientemente
Eu te vá buscar atrás do inconsciente?

Haverá algum dia em que volte atrás,
Atrás da vida dum podre esquecido?
Haverá algum dia em que eu seja água
Um dia gelo... por ti aquecido?

14 de outubro de 2006

Lembranças de um Porto Seguro

Aqui atracaram sucessivas esperanças, foram delineados novos planos, sentidas novas paixões...
Aquele sentimento de conquista pelo desconhecido, impossível de explicar no primeiro momento...
Hoje resta a memória da impossibilidade...
Afinal de contas, é dela que fazemos o nosso futuro.

13 de outubro de 2006

Saudades da Vida Académica


Sinceramente, não sei o que custou mais... Se entrar na Faculdade, se sair dela.
Já tinha saudades das capas negras, dos nós de gravata aldrabados, das bebedeiras com o pessoal da turma, das brincadeiras estúpidas, dos brindes por tudo e por nada, da música alta, dos gritos aos caloiros, do respeito e do desrespeito...
Das amizades....

Às vezes apetece regressar.

11 de outubro de 2006

Novas tecnologias...para velhos utilizadores

Cá em casa anda tudo num alvoroço generalizado!
Ele é o meu pai, ele é a minha mãe, e até eu!
(Porquê, perguntam vocês...)
-Porquê?
Porque o meu telecomando está estragado!!!
Concerteza que todos vocês, já sentiram um pouco deste sentimento de frustração, quanto mais não seja, quando as pilhas se acabam, e numa infundada teimosia, carregaram com força e não estando contentes, só descansaram quando os botões ficaram encravados e chegaram à maravilhosa conclusão...O telecomando não funciona na mesma!

Desde a minha primeira televisão com telecomando que fui arrebatado pelo PODER do comando da TV.
O simples facto de poder fazer Zapping com as pernas esticadas no sofá, sem ter que levantar este rabo cada vez mais preguiçoso, confesso que veio revolucionar o meu mundo.
O meu e o de muita gente.
Já pensaram o poder que estas pequenas coisas têm na nossa vida?
À cerca de 10 anos eu não tinha TV por cabo, não tinha comando de TV, não tinha telemóvel, não tinha internet e muito menos computador...
Imaginem-se lá num dia inteiro em casa, com chuva a cair lá fora, e sem qualquer uma destas coisas...

Só vejo uma saída...uma entrada impiedosa na dispensa!

8 de outubro de 2006

Em que acreditas tu?


Acredito na realidade para além da fantasia
Mas não acredito nas coisas fúteis que muitas vezes corrompem essa virtualidade

Acredito nos verbos, nas frases e na pureza das palavras
Mas não acredito em tudo o que me dizem

Acredito que todas as portas se encontrem trancadas
Mas não acredito que consegui alcançar, apenas porque aquela pequena janela estava mal fechada

Acredito quando te toco sem te ver
Mas não acredito que esse contacto seja suficiente

Acredito que toda a gente cresce a cada minuto que passa
Mas não acredito que toda a gente esteja preparada para enfrentar o próximo desafio

Acredito que a vida é bastante curta
Mas não acredito que teríamos experiências inesquecíveis se fossemos todos mortais

Acredito que posso desafiar o senso comum e contrariar a ordem natural das coisas
Mas não acredito que serei o único a fazê-lo

Acredito que mesmo que haja muito, saberá sempre a pouco
Mas não acredito que toda a gente pense desta maneira

Acredito em todas as maravilhas que a vida tem para oferecer
E, inesperadamente, acredito que poderei alcançá-las todas

Por agora deixo-vos, mas levo comigo a certeza de que vou regressar
Porque também acredito nisso…

4 de outubro de 2006

Mira Douro

00h49
Venho estrada fora. Do outro lado da serra vejo as luzes dispostas num aleatório geométrico.
Ligo os máximos. A iluminação da estrada é fraca.
Vem lá um carro... desligo os máximos.
À esquerda um miradouro genuíno... Daqui posso “mirar” o Douro...o Rio Douro.
Encosto o carro.
Pego no telemóvel e escrevo-te a mais bela mensagem de sempre.
Sento-me. Ligo o mp3 e ali fico, só com a cara iluminada pela luz branca do telemóvel e com um fone no ouvido. O outro fica livre para ouvir os barulhos da noite.

A espaços passa um carro, mas tu nem a espaços me respondes...

Não faz mal.. alguém no meu ouvido esquerdo canta baixinho...
“.. é que hoje parece bastar um pouco de céu...”