ER



Desde que tenho esse grande serviço da MEO que gravo todos os episódios.
Lembro-me de quando era miúdo e acompanhava a série na RTP...
E a música do final?! Realmente não dá para esquecer!
Depois de 15 anos, chegou o final desta grande série de TV. Vai deixar saudades!
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Sensação de arrependimento



Aos poucos ela começa a fazer-se sentir.
Fria, que de tão angustiante corta a vontade de comer, beber, olhar e voltar a sentir.
Seca-nos o sorriso e o olhar, arrasta-nos os pés e as ideias, abandalha-nos o cabelo e cala qualquer dialogo.
É assim que ela se apresenta.
Crua, ainda com aquele sangue encarnado que jorra sempre imediatamente antes de toda a racionalização. Daquela racionalização.
Imediatamente antes da valorização do pouco ou bom que se teve.
Um momento, aquele instante, aquele ano, aquelas brincadeiras, aqueles estados... Todos eles comprados numa altura em que viver estava em saldos, uns saldos que já passaram...
Há que esperar que voltem, numa outra loja, noutro lugar, com outras marcas e com outras pessoas.
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Pevisão do tempo para amanhã



Céu em geral pouco nublado ou limpo, diminuindo gradualmente de nebulosidade nas regiões Centro e Sul a partir da manhã.
Aumento da temperatura máxima a partir da tarde nas regiões do Interior Norte e Centro e subida da temperatura mínima no litoral a Sul do Mondego.

Vento fraco a moderado (5 a 15 km/h) de oeste, tornando-se em
geral fraco (inferior a 10 km/h) a partir do inicio da tarde.
Nas terras altas o vento soprará forte (35 a 50 km/h) com rajadas
da ordem dos 40 km/h, diminuindo de intensidade ao longo do dia.
Neblina e nevoeiro dissipando-se durante a manhã.

ESTADO DO MAR
Costa Ocidental a norte do Cabo Raso: Ondas de oeste com 2 metros,
aumentando para 3 a 3,5 metros.

Costa Ocidental a sul do Cabo Raso: Ondas de oeste com 2 a 3 metros,
aumentando para 4 a 5 metros.
Temperatura da água do mar: 23/24ºC

Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.
Temperatura da água do mar: 24ºC


TEMPERATURAS MÁXIMAS PREVISTAS
PORTO - 34ºC
LISBOA - 36ºC
FARO - 37ºC

TEMPERATURAS MÍNIMAS PREVISTAS
PORTO - 21ºC
LISBOA - 25ºC
FARO - 26ºC

METEOROLOGISTA: ZapporssoN_81

Crise de inspiração




A sofrer uma das mais longas crises de inspiração!...
Alguém tem por aí alguma mezinha que faça passar isto? Um cházinho, uma reza ou um procedimento que possa fazer para isto passar?

Enfermeiros em Luta!!!


Hoje os 3M2, estarão na maior manifestação nacional que há memória em Portugal, a favor da correcta valorização do profissional de Enfermagem.
Eu acharia interessante que a Sr.ª Ministra de Saúde, da mesma maneira que nos quer reduzir os ordenados, também ela reduzisse o seu... Afinal de contas se nos pede paciência por estarmos numa má fase para pedir aumentos, eu também lhe pediria paciência e que reduzisse os milhares que ganha... Se há crise para uns, há crise para todos!
Há mais de 10 anos que lutamos por uma carreira e nada. Agora dá-nos a desculpa com uma crise, que aposto aqui o que quiserem, se não existisse, existia outra coisa a servir de desculpa.
Uma vergonha...
Se soubessem o que é trabalhar durante uma noite (10horas) e ganhar de subsídio nocturno uns míseros 17€...!
Onde é que neste país consigo que um canalizador venha a minha casa fazer um trabalho de uma hora durante a noite e pagar-lhe apenas mais 1,70€... Onde??? Onde???
Mas eu, Enfermeiro num Serviço de Urgência, que estou a noite toda acordado, à espera que alguma Ministra me entre pelas portas adentro caso seja preciso ajudar a salvar-lhe a vida, se o fizer das 4h00 às 5h00 ganho 6,70€ correspondente à hora, mais 1,70€ de subsídio nocturno - 8,40€/hora, ui que loucura!
Já consigo comprar um bilhetinho para o cinema, as pipocas não, mas o bilhete sim...!
Hoje ali na zona do Saldanha... Enfermeiros, muitos Enfermeiros!!!!


De mãos encostadas




Parecia uma coisa sem importância.

Ele apressou o passo até se abeirar dela, já quase ao fundo do corredor.
Abrandou e chegou o braço dele junto ao dela, disfarçado no meio daquele baloiçar fisiológico.
Ele, intencionalmente tocou no dorso da mão direita dela, nem em tom de cocegas, nem de toque. Era ali a meio...nem tanto para parecer casual, nem de menos para evitar passar despercebido.
Ela sorriu.
Acelerou o passo, deixando-o propositadamente para trás, instantes antes de virar no corredor à esquerda.
Apenas queria que ele se fixasse na alegria que ela se preparava para transbordar, num chocalhar leve e descontrolado transpirado pelo chocalhar ondulante do seu cabelo cheio.
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Variáveis




Está-me cá a parecer que a pessoa ideal não será mais do que uma mera variável dependente...

Estará a pessoa ideal para sempre amarrada a pequenas variáveis independentes como a disposição, vontade, necessidade e convicção de que o ideal é apenas... o possível?!

Pseudónimos


Desde há muito tempo que me pergunto o porquê do grande Fernando Pessoa ter usado tantos pseudónimos.
Está bem, ele não era lá muito compreendido no seu tempo e ainda hoje à quem não goste dele como em tudo na vida. Mas não chegava escrever apenas com um? Só para não mostrar o seu verdadeiro nome, manter o anonimato e tal… vá dois, para poder brincar entre um e outro e confundir ainda mais quem o lia.
Para este grande senhor não chegou! Além de escrever com o seu verdadeiro nome ainda teve de inventar três pseudónimos.
Tentei perceber…
Há quem confirme a história da conspiração da confusão de quem escrevia o quê.
Há quem ponha nestes pseudónimos uma forma de escrever sobre vários estilos literários separando cada um deles.
Há até quem fale de reinventar uma nova forma literária.

Tentei fazer o meu próprio teste e mostro-vos hoje a conclusão!
Escrevi algumas coisas com o meu nome verdadeiro, passei a escrever durante algum tempo sob um pseudónimo o vosso conhecido Cephas Zoth, até que me lembrei de tentar com outro pseudónimo também por vós conhecido.
Conclusão: Fernando Pessoa queria apenas descobrir o nome com o qual as pessoas que o liam mais gostavam dele!

Confuso?
Na avaliação da minha escrita, o que escrevi em nome pessoal (Pedro Aguiar) nunca foi reconhecido (maioritariamente pelos professores).
O que escrevi sob o nome de Cephas Zoth tem alguns admiradores mas…
Foi na tentativa de descobrir o porquê do “mas” que descobri, que se postasse com o nome Zapporsson, as pessoas comentavam e apreciavam mais o que estava escrito (exemplo “Um pássaro”).

Walter será melhor começarmos a escrever só com o pseudónimo Zapporsson?
As pessoas comentam mais e melhor!

Até…

Jogo da sedução - Vídeo



Uma das três fases aqui apresentadas é a minha.
E vocês encontram a vossa?


(Vídeo espectacular! Uma aposta em como se revêm em alguma etapa da vossa vida?!)

in Blog
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Olha...



Acordar sozinho todos os dias. A mesma rotina. Os mesmos caminhos. A mesma esperança. Nenhuma.
Mais ninguém na nossa vida. Habituamo-nos a viver sozinhos, para nós e sem os outros. O nosso mundo. Ninguém nos compreende. Ninguém gosta de nós...
Até ao dia em que num click se esquece tudo. A solidão, o egoísmo, abrem-se as portas fechadas para a rua e corta-se o isolamento.
Instala-se a esperança e a mudança.
Lenta e tortuosa de tão inexperiente que ela em nós é.
Tudo muda!
Pena que nem sempre se consegue acompanhar a mudança.
Somos pequenos demais para mudar o que parece aos nossos olhos tanto e tão pouco aos olhos dos outros.

Anjo Negro


Acordei… chuva!

Mais uma vez.

Não só a chuva mas também a solidão.

Liguei o rádio, o locutor diz que vai entrar uma nova faixa e… acertou!

Estou na escuridão, a bom da verdade na sombra da escuridão.

Tornei-me vítima desta escuridão e tu foste o “Anjo Negro” do meu pesadelo.

Agora, apenas desejo que isso acabe. Estou onde tu me encontras-te…

Sinto a tua falta…

Onde estás?

Eu não consigo dormir, não consigo sonhar.

Preciso de alguém, sinto-me doente nesta estranha negritude.

Sinto um nó cá dentro.

Sou como um insecto apanhado numa teia de aranha, a quem esta come só as entranhas.

Ligo para ti…

E ouço a voz de traição.

Desejo que voltes para casa…

Pelo menos a dor parava!

Dói a tua distância…

Ouço a voz dentro da minha cabeça:

“Segue em frente!”

Tomei uma decisão!

Não vou perder tempo contigo.

Mas…

Eu sinto sua falta!

Enfermagem hoje em dia



Podíamos começar o ano com uma proposta do Ministério da Saúde para aumento salarial e a implementação de uma amostra de carreira em Enfermagem por mais pequena que seja?
Podíamos!...
Mas não era a mesma coisa!

Realmente é muito mais giro trabalhar todos os meses 60 horas durante a noite, mais sábados, domingos e feriados (Natal, Pascoa e Passagem de Ano é igual à quinta-feira de ontem, ou seja igual ao... litro).
É tão bom um Enfermeiro gozar o seu feriado de Natal num dia qualquer de Janeiro a meio da semana, quando toda a gente à sua volta está a trabalhar... Podemos fazer rabanadas só para nós, sonhos, ah e o bolo rei apenas a dividir por um. Que bom!
Fico mesmo feliz, pelos 995€ que nos são agora propostos, porque ganhar 1020€/mês, realmente, já era um balúrdio! Upa, upa.
Não queria eu agora mais nada, estudar Enfermagem durante 4 anos e ganhar mais que 6,7€ à hora.
Então afinal de contas os Enfermeiros apenas espetam aquelas coisas afiadas num sítio qualquer das pessoas.
Não têm nenhuma responsabilidade sobre a vida humana, o sofrimento, a morte, não trazem ao mundo novas vidas, não salvam vidas, nem têm saber cientifico e opinião crítica. Não correm perigos de contágio, agressões físicas e verbais, nem dão apoio às famílias dos utentes. Não fazem ensinos, educações para a saúde, acompanhamento da grávida e desconhecem o que é ter um papel primordial no planeamento familiar e cuidados domiciliários. Imaginem até que nem sequer são eles que estão constantemente a avaliar os utentes, quanto mais cometer a loucura de lhes perguntar se estão a sentir dores.
Os Enfermeiros são apenas uns quaisquer desgraçados que para ali andam dum lado para o outro, não sei bem a fazer o quê (será a fazer alguma das coisas acima mencionadas?!!!), a quem toda a gente recorre em primeiro lugar mas se esquece rapidamente.
Digamos que são como se fossem aquelas coisas que há ao longo da costa marítima, os faróis...
Então e se diminuíssemos a intensidade de luz dos todos os faróis da costa Portuguesa, a luz continuava lá?!
Continuava!
Mas não era a mesma coisa!

Está bem que não somos, nem queremos ser comandantes de Navios, mas está-me cá a cheirar que naqueles dias de nevoeiro... muitos eram os barcos que poderiam encalhar!

Bom, se quiserem uma sacholinha para nos enterrar um bocadinho mais... é só pedir;)

Manifestação, 29 Janeiro. Eu vou!

Sinónimos de Verão




Haverá ainda alguém que se lembra da sensação que é sentir o calor bater no corpo? Usar calções e T-xirt? Sentar numa esplanada, descalçar as havaianas e pisar o alcatrão quente? E as noites abafadas?!...

Um pássaro




Há um vazio…
Um abandono,
Tenho medo da solidão.
Luto contra o destino!
O que é que o destino me traz?
Receio do que pode vir…
A dúvida!
E os olhares trocados agora?
Serão afastados depois?
Será rejeição?
Será tristeza?
Tantas tentativas falhadas…
Será que o que falta é apenas coragem?
Ou é o temor pelo desconhecido?
Um pássaro solto…
Viver livre!
É apenas isso que quero…
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Apontamentos de 2009



Hora - 14h24
Dia - 1 Julho
Mês - Agosto
Filme
- Inglorious Bastards
Música - I got a feeling, Black Eyed Peas! (Menção honrosa para "You will leave a mark - A silent film)
CD - No Line on The Horizon, U2
Concerto - David Guetta, Sudoeste
Praia - Arrifana
Serra - Montemuro
Viagem - Surftrip Costa Vicentina - Alentejo
Bebedeira - Castelo de Aljezur às 04h00
Clarividência - Algures em Pedrogão ENEE, 06h53
Alvorada - Música inventada pelos 3M2 cerca das 07h00 já raiava o sol " Vem cá para fora" (ENEE)
Perfume - Boss, Bottle
Bebida - Vodka preta
Frase - Vai dar braço.
Jogo - Poker
Desporto - Bodyboard
Cidade - Estocolmo
Vida - Fiz amigos no trabalho
Momento alto do Blog - 3M2 na Rádio Comercial em "O meu Blog dava um programa de rádio"
Acerca do Blog -190 Post´s em 2009, em 4 anos e meio 24730 visitas, 464 Posts!!!
Expectativas 2010 - (Faz-se silêncio)

Ah e pronto... anúncio do ano...

Ahhhh



Céu azul. Sol amarelo. Já não me lembro como é, a sério!
Serotonina a zeros.
Tenho uma vontade de nada. Estou amorfo. Prostrado. E para lá de tudo isso, o meu olho direito não pára de tremer!!!

Esta é a ver se bloqueia para aí os efeitos vagais que às vezes limitam aqui o pensamento e a acção...
Música feita de atropina, da purinha, que vou agora snifando sem ninguém em casa e com o volume no máximo.
As calças a cair ao rabo, sem T-shirt, movimentos em forma de espasmo descordenado contra as paredes brancas e o barulho dos calcanhares a bater com força no chão.
O corpo como nunca o tinha antes visto.



Escachado


Epá, confesso que até à bem pouco tempo eu era organizadinho.
Fazia sempre a cama, dobrava a roupa, aspirava o quarto, arquivava os papeis e mandava as embalagens que deviam ir para o lixo, para o lixo.
Mas por estes dias tudo o que eu queria, era um pouco de organização neste meu rectângulo, mas juro que não lhe estou a conseguir pôr mão!
Era neste quarto e nas ideias...
Ora aqui fica o desejo para 2010.
Quarto e ideias. Arrumados

Conto de Natal - Parte II

Ver Conto de Natal - Parte I

Arrancou sempre com mudança a fundo, até à casa dela. Assim que chegou, parou o carro atravessado na estrada e nem sequer o desligou. As luzes ficaram ligadas enquanto iluminavam dois carreiros de gotas que se perfilavam à sua frente.
Chovia cada vez mais forte, mas mesmo assim o seu grito por ela, ouviu-se lá na cozinha onde ela estava.
Ela, que já há três anos sozinha, resolveu convidar a vizinha do andar de cima. Também vivia sozinha e juntas tinham combinado fazer o natal acompanhado.
No meio da farinha e dos óleos ao fogão, a mais sábia lá foi partilhando uma ponta do mundo que tinha vivido.
Tinha saído de casa por volta dos 16 anos e cedo começara a trabalhar nas vindimas, na apanha das batatas, do tomate, da azeitona... de tudo o que a terra tinha para dar. Costumava dizer que o chão tinha sempre trabalho para dar a quem o quisesse agarrar e foi por isso que chegou aos 87 anos sem saber ler nem escrever, mas com uma casa própria e três campos nas redondezas da sua aldeia que lhe tinham calhado em partilhas.
Já lá não ia há anos, ao norte, mas o facto de ali estar a contar tudo aquilo por que tinha passado, fez com que este Natal deixasse de ser em Lisboa.
Estavam as duas de avental posto, a senhora e a miúda, quando se apercebem que alguém lá fora chama por uma delas.
A mais nova limpou à pressa as mãos, enquanto a mais velha foi à janela e espreitou pelas brechas dos estores. Conseguia ver a espaços um rapaz por entre os dois rasgos de luzes dos faróis . Só pode ser maluco - pensou ela
- É o Carlos?
- Sei lá se é o Carlos. Só sei que não deve estar lá muito bom do juízo.
- Sim, é ele!

Aquela resposta não deixou qualquer dúvida à convidada. Depois de tanta coisa que já tinha vivido, ouvi-la dizer que seria ele, disse logo que ele era para ela.
Em sobressalto atirou o avental para o canto da sala, abriu a porta, deu mais um passo e ali ficou, qualquer coisa como 5 segundos que aos olhos dela, mais parecia uma eternidade.
A velhota continuava a espreitar por detrás dos estores com a luz acesa e viu os dois abraçarem-se. Apenas isso. Como ela o fez em 1938 com o único homem que tinha "conhecido".
Ali à chuva, aqueles dois não fizeram mais nada, nem nada disseram.
Agora resolvidos, ele entrou no carro e ela voltou para dentro.
A Sr.ª guardou para si mesma que, um dia aquela miúda seria também uma senhora e aquele miúdo, para sempre o seu senhor.

Música do dia - "All i want for christmas is you"



Para aqueles que aqui vêm hoje e amanhã, aqui fica um pequeno apontamento.
Esta é para mim, sem qualquer sombra de dúvida, a minha música de Natal preferida.
Não sei se será por estar associada à minha memória de 13 anos e perigosamente juntando a isso, o pequeno pormenor de ser cantada pela Mariah Carey.
O que é um facto é que fala do que realmente importa no natal... as pessoas!
Eu como prenda de Natal, vou procurar dar um pouco mais de mim às pessoas, mais tempo.
Será difícil, mas vou tentar...

Sem mais demoras e conversa fiada... um Feliz Natal a todos e muito obrigado por se lembrarem de nós (3m2) neste dia;)

Conto de Natal - Parte I



Era a véspera de Natal.
Ele saiu de casa, sozinho, no fundo, era assim que estava.
Saiu à procura de novos rumos, inspirações, decisões ou apenas de um pequeno momento de nostalgia.
Estava a chover miudinho e sentia-se uma brisa quente tendo em conta os dias que se tinham antecedido.
Começou a ficar um pouco incomodado com a procura prolongada das chaves do carro. Ainda agora as tinha guardado... Bolso esquerdo, direito. Calças...
Encontrou!
Entrou rapidamente para dentro do carro, esfregou as mãos repetidas vezes na esperança de aquecer um pouco mais e virou a chave na ignição. Deixou aquecer um pouco o motor e ligou o rádio. Não quis o cd que lá tinha, experimentou a espontaneamente de uma rádio local.
Daí até ao momento em que estacionou não recorda nada. Fez talvez uns 5 km como se estivesse em piloto automático, com o olhar vidrado para a frente, sem tomar a mínima atenção na estrada, nem tão pouco nos raros peões que se aventuravam nos estreitos passeios que conduziam até a zona de Belém.
Estranha essa sensação, de se chegar a um local, sem saber como. Parou assim que encontrou um lugar, mas manteve por momentos o para-brisas ligado.
As imagens distorcidas através do vidro sempre lhe fizeram confusão.
Desligou o carro e rapidamente um vulto se aproximou do lado de fora, com um rolo de jornal amassado debaixo do braço e um boné esbranquiçado meio sujo e ensopado a fingir de guarda-chuva. O outro, fez-lhe de fora uma sinalética qualquer, mas ele preguiçosamente ignorou.
Puxou o fecho do casaco até bem acima e já sem ninguém no horizonte, saiu do carro a custo. A chuva agora amassava qualquer um que de mais maluco tivesse o pensamento e só essa o empurrou aos soluços até ao lado aposto da estrada.
Entrou desconfortável, tinha os ombros, as coxas e as pontas dos ténis de verão completamente molhados por aqueles quinze metros de rio que caia do céu.
Rapidamente sentiu o quente do interior e o ambiente acolhedor. Tinha entrado no café . Tinha as paredes forradas a madeira, vítima de uma clara reconstrução bem sucedida. A decoração era simplista, mesas pequenas redondas, também em madeira, o suficiente para duas ou três pessoas se ouvirem sem necessitarem mais do que um pequeno sussurro.
Fez o seu pedido e cambaleou até ao andar de cima.
Após um olhar de 360º, escolheu uma mesa junto à janela. Lá fora continuava a chover e ele entreteve-se por momentos a seguir o trajecto aleatório dos pingos janela abaixo.
Aos poucos apercebeu-se da música de fundo e ficou um pouco constrangido com o poder que ela tinha no moldar daquele ambiente.
Olhou de novo em volta e fixou-se nas poucas pessoas que o rodeavam. Nos sorrisos a dois, nas cumplicidades, nos aconchegos, nas confissões, nas conversas, nos mexer de copos e nos toques debaixo da mesa.
Divagou para o ranger do chão de madeira e fixou-se no resto do café que ficou no fundo da chávena. Rodou-o par a direita, depois para a esquerda, desfocou o olhar e procurou encontrar o que lhe faltava naquela sala.
Foi ao bolso direito e procurou impacientemente por uma sms, uma chamada não atendida, um ameaço de chamada... mas nada. Ecrã livre, caixa de mensagens vazia e a rede no máximo.
Ainda pensou em ligar-lhe, chegou mesmo a pôr a chamar, mas tão depressa se apercebeu que apenas isso não chegava, que enxotou a cadeira para trás e saiu disparado escadas abaixo até ao carro.

Natal


Basicamente o Natal é sempre a mesma coisa.
As mesmas luzes, as mesmas expectativas, as mesmas conversas acerca do consumismo, a mesma necessidade de comprar prendas a toda a gente que nos é importante, a mesma necessidade de comprar prendas a alguém, apenas porque sabemos que esse alguém nos vai dar também uma prenda, os mesmos planos, com as mesmas pessoas, as mesmas comidas, as mesmas receitas, a mesma seia, o mesmo telejornal, as mesmas reportagens, as mesmas mensagens, os mesmos filmes.
E tudo isto porquê?
Porque simplesmente não somos capazes de abdicar do nosso pequeno ritual.
Eu não sou capaz de abdicar das batatas, do azeite e do bacalhau.
Eu não sou capaz de abdicar, das mesmas conversas à mesa, sobre os mesmos assuntos, os mesmos pontos de vista e as mesmas chatices, ano após ano.
Somos uma espécie de hábitos, cada vez menos, mas penso que ainda há um que se vai mantendo, pelo menos cá em casa e esse é o Natal em família. Mais ou menos chateados, mais ou menos bem dispostos, mais ou menos condescendentes...
Mas é assim, é a nossa família, somos nós! Um nós sem o qual claramente não conseguimos viver.

Mais uma noite no hospital



Acaba por ser em noites como esta que vemos no café o nosso maior aliado.
Aos bochechos consigo ir até lá fora respirar um pouco de ar fresco.
Está a chover.
Num pré-fabricado, estão uma dúzia de familiares de doentes que se encontram em tratamento, sedentos por um pouco de informação. Falam entre sim, das suas histórias, do que os trouxe hoje ali e quando o assunto falha, falam apenas do tempo.
Está frio.
Vou até à máquina do café. Deposito nela toda a confiança que tenho no bolso, dez, trinta, trinta e cinco cêntimos.
Aquele barulho tipo turbina. Pouco depois o apito e finalmente está pronto.
O café das 5h30 minutos.
Mexo distraidamente a palhinha. Talvez até mais do que o necessário.
Está quente. Diria que vem em jeito de corte com as ideias lentificadas que já se vinham apoderando de mim.
Bebo a última gota como se de um líquido precioso se tratasse.
Volto costas ao desespero dos familiares e volto até aos meus doentes.
Está quase.
Mais uma noite no hospital.


Felina fugitiva



Acordei quando deixas-te a cama.
Arrefeceu logo do meu lado direito, bem ao jeito dos lençóis que deixaste amarrotados no lugar do teu corpo nu.
Tomaste um banho rápido, vestiste o que tinhas à mão e voltaste na direcção da cama.
Fiz-me de adormecido, apenas para te sentir chegar a mim, sem aviso.
Tal qual uma felina, pousaste o joelho direito na berma da cama, depois a mão esquerda, e por fim chegas-te ao meu ouvido.
Ia jurar que me ias dizer qualquer coisa. Eu fiquei ali, a gozar sozinho e egoísta aquele instante na esperança de sentir o teu toque. Mas ele não veio.
Tu recuaste, tanto até que estalou o trinco da porta.
Nunca mais voltaste.
Procurei-te pelas ruas, grandes e pequenas, nos bares, cafés e estações de comboio.
Andei dias na rede de metro à procura do teu perfume, do teu andar ou apenas de alguém que se risse como tu.
Perguntei aos perdidos da cidade se te tinham achado, aos atarefados de gravata se te tinham encontrado e até aos vadios da sociedade se se tinham cruzado.
Afixei posteres, gritei nos altos e pedi para mim.
Que voltasse aquele dia.
Que te sentisse entrar na cama e te fixasse só mais dessa vez.

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Frio, consumismo... e neve




Épa, isto não está mesmo nada fácil.
Fazer a gestão de uma disponibilidade temporária e económica para este mês não está mesmo ao alcance de todos.
Ele, é jantares de Natal do serviço, dos amigos da rua, dos amigos da faculdade, dos amigos do 12º, dos amigos do secundário, da associação cultural, jantares de aniversário, saídas para a discoteca e até prendas para o amigo secreto, como é que eu me hei-de virar?
Estou farto de fazer contas de subtrair neste mês... Suponho eu com isto, que deve ser para desenjoar das poucas que vou fazendo de somar ao longo do ano.
Bem, no meio desta revolta toda até aproveito para materializar uma ideia que é bem capaz de ter pernas para andar.
Vocês já imaginaram o que seria uma haver um dia de Gentleman´s night?
Já ando com essa ideia há algum tempo e ando a estudar a viabilidade de a apresentar a uma qualquer discoteca.
Mas nisto tudo, o que mais me revolta é o facto de nós homens, sermos constantemente discriminados. Não há um único lugarzinho que nos dê essa pequena benesse...
Sinceramente acho que teria sucesso garantido e no fim de contas, não deixa de ser um raciocínio lógico de fazer, não acham?
Por fim e tendo em conta o frio que já faz a esta hora, vou mas é concentrar-me no espírito natalício que anda por aí. Com jeitinho pode ser que até acabe por nevar nesta Lisboa... (Ó Sr. São Pedro, mande lá um pouco desses flocos brancos que tem praí guardados, que o pessol agradece)

Música do dia - "Gravity"




Se há dias para ouvir esta música... Este é sem dúvida um deles!

Sara Bareilles - Gravity

Ainda acerca do terramoto


Li num dos meus blogs de pesquisa obrigatória diária, que esta coisa da formação sísmica que nos dão na escolinha primária não tem lá muito efeito, o que até é bem capaz de ser verdade...
Ora bem, em primeiro lugar, porque o pessoal não tem como pôr estas coisas em prática... Ainda se tivéssemos uma coisa destas todas as semanas para treinar até ficar perfeitinho...
Depois se efectivamente sentirmos mesmo algo a mexer em casa, não me venham com histórias. O prmeiro pensamento que vem à cabeça, é que são os vizinhos de cima que estão a mudar de novo a disposição à sala.
Se a coisa continuar, lá pomos a hipótese de poderem mesmo ser espíritos que estão por detrás disto e para se divertirem, abanam a cama e a fazem baloiçar os candeeiros do quarto.
Por último, chegamos ao cúmulo de colocar a hipótese de estarmos a ficar maluquinhos e só sentimos o alívio quando vamos à janela e está toda a gente a perguntar se aquilo foi mesmo um sismo... Acho que só mesmo com tanta dúvida, é que chegamos à certeza, sim, foi mesmo um sismo, e dos grandes!

Ingurgitamento mental


Hoje até me podia dar para escrever.
Fazer um daqueles grandes encadeamentos de palavras e deixar transparecer algumas ideias...
Mas estou a sentir algures uma obstrução a montante, que desconfio que nem a martelo me vai deixar esculpir a mais pequena ideia...
Já por sua vez, uma, duas ou todas as correntes de aço, serão sempre inúteis na tentativa de ligar qualquer pensamento que seja!
Sabem que mais?
Vou correr!

Até...

Gostar a sério


Realmente quando se gosta a sério...
Quando se gosta a sério, não há dúvidas, gosta-se e pronto!
Quando se gosta a sério, não há contratempos, todos os instantes são especiais, todos os momentos são oportunos e todos os dias são ideais.
Quando se gosta a sério, não há sonos em atraso, não há trabalho a mais ou descanso a menos.
Quando se gosta a sério não há telemóveis sem bateria, locais sem rede ou cartões sem saldo.
Quando se gosta a sério, tem de ser hoje, agora, de qualquer modo, em qualquer lugar, à chuva ou no mar, ao frio ou a transpirar.
Quando se gosta a sério não há inesperados, todos os dias acaba por ser possível, todas as desculpas são válidas... Não há aquela preguiça do talvez ou o desleixo do marcar para depois.
Quando se gosta a sério, não nos esquecemos, simplesmente não conseguimos deixar de pensar.
Tem-se aquele olho vidrado, fixo e maniento tal qual uma roleta viciada que apenas vê um número, o que lhe convém.
Quando se gosta a sério tem-se aquela sede. Sede que não cede à água. Sede que não aumenta com sol. Sede. Apenas, de alguém, em qualquer lugar, de qualquer maneira a qualquer hora, porque esta sede corroí, de dentro para fora. Começa nas cavidades do coração e vai queimando aos poucos cada vaso que alimenta o mais pequeno pensamento.
Pensamentos tortos ou modelados, ao nosso gosto, porque sim. Pensamentos de acções, reacções, ideias revestidas de convulsões.
Quando se gosta sério, todos os impossíveis acabam por ser apenas mais uma... hipótese.
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Transparente



Entro no metro, cheio, cheio de gente.
Sento-me mesmo à tua frente e tu nem reparas.
Não reparas que eu te olho insistentemente de relance.
Vejo-te fazer caretas para o vidro assim que entramos nos túneis. Deitas a língua de fora, entortas os olhos, enches as bochechas de ar, levantas as sobrancelhas, mostras os dentes e fazes bolas com a saliva.

Sento-me no banco à tua frente e tu nem reparas.
Olhas-me com um olhar tão leve e despreocupado que facilmente me apago de qualquer intenção...
Tu, juiza de ti ou de alguém, que certamente ali não está. Muito menos aquele invisivel transparente sentado mesmo à tua frente.
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Quem quer ser milionário




Pergunta para 25.000 €:

Ora bem, se eu vou a um prédio visitar alguém que mora no rés do chão e esse alguém tem a porta de casa à esquerda do átrio das escadas, então qual é a campainha a que eu vou tocar?

A) - Não toco, simplesmente bato à janela, até porque da rua consigo ver a pessoa conhecida;
B) - Toco para a campainha do rés do chão esquerdo;
C) - Toco à campainha do rés do chão direito;
D) - Toco várias vezes à campainha do rés do chão direito, mas com mais força (sim, porque essas coisas também se sentem) , até acordar o desgraçado dessa casa que esteve a trabalhar durante toda a noite, e depois categoricamente decido ignora-lo quando ele pergunta Quem é? 338 vezes, porque entretanto bati à janela e já estou feliz e contente a falar com a minha pessoa conhecida.
Fácil não é?

Livra! Isto de se trabalhar de noite e dormir de dia tem muito que se lhe diga...

Sonhos



O sonho, é a melhor maneira de preservar uma realidade perfeita.

Liberdades individuais




Fechado em casa e embrenhado no cinzento que cobria momentaneamente o sol das duas da tarde, ele agarrou na guitarra.
Instintivamente começou a tocar algo que corroesse e abrisse ainda mais a sua ferida.
Tocou, tocou, tocou para si e para mais ninguém.
Tocou até não sentir mais as cabeças dos dedos da mão esquerda que hoje e só por hoje, se tinha vestido a rigor da ocasião.

...

O sol começou a espreitar e com ele se foi a apatia alimentada aos acordes daquela música triste.
Pousou a guitarra em cima da cama ainda desfeita, levantou os estores e abriu a janela.
Lá do cimo do 5º andar, respirou aquele ar amornado pelo sol de início de tarde, enquanto olhava a sua mota lá em baixo.
Vestiu um par velho de calças de ganga, uma t-xirt branca e o seu blusão de cabedal deixando-o aberto.
Agarrou nos seus óculos de sol, no capacete preto que há semanas guardava o pó debaixo da cama e nas chaves de casa.
Desceu as escadas a correr, amparando todos os desequilíbrios com encontrões contra as paredes, até que por fim chegou ao rés do chão e abriu a porta para a rua.
Em câmara lenta, foi andando até ela.
Guardou as chaves no seu bolso direito, olhou os prédios em redor, colocou cuidadosamente o capacete e os óculos escuros e sentou-se em cima da mota.
O céu abriu definitivamente, como há muito não o via.
Não viu mais nada, ligou a mota, em ponto morto acelerou duas vezes e nunca mais ninguém o viu.


The other side


Realmente acaba por se tornar tudo muito mais fácil quando se está do lado de lá...
A facilidade com que recriminamos os erros dos outros, ou aconselhamos de ânimo leve alguém a tomar decisões difíceis, é gritante.
Tudo é claro, tudo é linear, tudo é óbvio, tudo é fácil e nada nos tira o sono, até ao momento em que se passa connosco.
Aí, já são os outros que não compreendem e já é a nós que custa decidir, fazer ou até fugir.
Fugir, porque às vezes fugir é tão ou mais complicado do que correr atrás.
Viver.
É fácil viver.
É fácil escrever um manual de instruções. Mas agora, segui-lo hoje, mesmo tendo sido escrito por nós ontem... tem muito que se lhe diga.

Estranho II

Ver Insónias



Estranho como os anos passaram...
Estranho mesmo as coisas a que eu recorro, apenas para disfarçar a tua ausência.
Tu continuas a não responder, atender, devolver... E a casa continua assombrada pela tua não presença.
Dias, que aos poucos foram sendo encostados pelas semanas.
Meses, que sem piedade continuas a ignorar.
E anos, que automaticamente se agarraram a alguns desses meses, meses que teimas em prolongar.
Difícil seria admitir que o ruído da televisão o é, apenas porque ela de noite continua ligada... Numa infundada esperança de preencher um pouco do silêncio, que um dia cá em casa deixas-te esquecido.
Difícil seria admitir que os ruídos da cozinha, não eram mais do que saudades dos teus frenéticos e impiedosos ataques a meio da noite ao nosso frigorífico... Difícil.
Difícil será admitir que pela primeira vez, monto este presépio sem os teus detalhes e preciosismos, que constantemente atropelavam o meu mais puro atabalhoar.
Tenho saudades desses difíceis...
Ligaste-me agora.
Tu não falas-te, mas eu sei que foste tu!
Ouvia lá ao fundo o batuque de um cego, que decerto percorria o longo corredor da carruagem do metro em que tu te encontravas.
Sei que eras tu, porque sim!
Sei, porque depois destes anos todos, ainda me lembro de quando respiravas assim!

Estranho...




Abrir a porta, sozinho.
Luzes apagadas. As sombras dos clarões da rua que penetram a custo nos corredores compridos pelo escuro.
Lavar os dentes.
Vestir o pijama.
Tapar com os cobertores, virar para o outro lado, até que a televisão estala!
Seria?
E a porta da sala que começa a bater? Ao de leve contra a parede. Não está nenhuma janela aberta. Estará?
Não me lembro... Levanto-me para confirmar? E a porta está trancada?
Outro estalo! Agora da cozinha...
Porquê, mas porquê é que isto acontece sempre à noite, à mesma hora...
Será coincidência? Hábitos de algo ou alguém?
Nesta casa?! Na nossa casa...
Estás aí?

Música do dia - "Over and out"



Eles aqui estão num registo bem diferente do que estamos habituados.
Um diferente claramente melhor, mais vincado, personalizado, mas que acima de tudo, permite um tal achatamento de pensamentos distorcidos, que histericamente nos tranquiliza.

Sem qualquer tipo de dúvida, para mim, uma das melhores bandas que por aí anda...
A questão que se coloca, é: Foo Fighters, para quando Portugal?

Sungha Jung


Volto para por uma postagem fora do habitual…

Alguns de vocês dizem que tocam viola ou guitarra, pois eu também dizia!

Vejam este miúdo sul coreano, de apenas 13 anos de idade, a tocar e vão começar a pensar duas vezes quando se estão a gabar que sabem esta ou aquela música.

Ele já é um dos guitarristas mais vistos no YouTube, tem mais de 1000 vídeos e alguns deles com mais de um milhão de observações.

É simplesmente assombroso este talento que dá pelo nome de Sungha Jung.


(Pus aqui o vídeo Smells Like a Teen Spirit dos Nirvana por ser uma das minhas músicas preferidas, mas experimentem ouvir Billie Jean do Michael Jackson, More than Words dos Extreme ou All You Need is Love dos Beatles)

Um dia aprende...




" a diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. Aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. Beijos não são contratos e presentes não são promessas..."


William Shakespeare

Será? Bem... quando me lembrar, a ver se o confirmo...
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Quentes e frios



Sentir o peso da roupa da cama a um domingo à noite...
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Cruzar de vidas II

Ver Cruzar de vidas I





"Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado. E há ainda ocasiões em que uma decisão menor, quase banal, acaba por se transformar, por força do destino, numa decisão imensa, que não se buscava mas que vem ter connosco, mudando para sempre os dias que se imaginava ter pela frente."




Miguel Sousa Tavares In Rio das Flores, 2007


Altruísmo


Porque teimamos em nos afastar da humanização, em detrimento de uma rotina fácil, áspera e cada vez menos altruísta?

Alguém me sabe dizer porquê?



Não consegui não partilhar esta relíquia com vocês!
Eu sei que ainda é cedo mas... boas festas LOOL

Música do dia - "Noite"



Sem qualquer tipo de dúvidas...
Esta foi, é e sempre será, uma das músicas da minha vida.
Não vou dizer o que me lembra, quem me lembra, como me lembra, porque me lembra, nem onde me lembra... mas se há músicas que lembram alguma coisa...
Esta é uma delas!

O dedilhado inicial, é assim qualquer coisa...

Resistência - Noite

Cruzar de vidas


Enigma - Return To Innocence - Awesome video clips here

Vida que ignoramos.
Vida breve. Vida curta. Vida por viver. Vida que queria viver. Vida que vejo outros viverem. Vida que eles me vêem viver.
Vida que dura. Vida que marca. Vida que marca vidas. Vida que muda porque foi marcada. Vida que podia ter mudado se te tivesse vivido. Vida que desconheci.
A vida é assim. É vida que vemos crescer. É vida que damos. É vida que nos fazem viver, até ao dia em que é vida que perdemos.
Aquele ultimo suspiro expurgador de qualquer resquício de ar de dentro dos pulmões .
Ar. Porque aí,(quando os cabelos forem brancos, os olhos cansados e as rugas taparem a beleza que um dia foi charme), é apenas isso que ele é.

Ficam os cruzamentos.
Essas zonas de encontro, em que algures aquele ponto com vida, mudou de alguma forma o trajecto da linha que se atravessou à sua frente.
Melhor ou pior, essa é a mais preciosa forma de agradecer aos que vamos encontrando... com vida, a nossa vida.

Música do dia - "7 seconds"





Hoje apetecia-me os anos 90.
Hoje, se me perguntassem para onde queria viajar, seria para lá. Para aqueles anos de dias largos e dias de estações a sério.
Lembro-me das vezes que rebobinava a cassete para ouvir esta música.
Lembro-me que eu não conseguia decorar quem a cantava, tinha um nome difícil, mas da música, não me esqueci.
Anos 90, hoje.
Só por hoje.

Youssou N'Dour & Neneh Cherry - 7 Seconds

Olá



Dormir, dormir e dormir, até o corpo reclamar...

Acordar com uma lágrima a escorrer do rosto...

Olhar para o espelho e adorar a silhueta que se avista mesmo à minha frente...

Partilhar a alegria de viver, comigo próprio...

Sorrir à toa, porque o dia até nem vai ser nada de especial...

Abrir a janela, sentir a brisa a acariciar a cara, erguer os braços, tocar no céu com a ponta dos dedos e gritar...EU ESTOU VIVO!!!
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Expurgar



Vestir os calções, atar os ténis, sair para a rua.
Per-correr as ruas indiferentes à presença de um nevoeiro cada vez mais denso e sufocante, que aos poucos, se afirma e enrola o candeeiro vestido de amarelo torrado.
...
Ao longe, a buzina de um navio aflito por três metros de visão e um Tejo que hoje teima em negar a entrada a qualquer intruso, mesmo que de casco brilhante e hélice engravatada.
Consta que finalmente lhe pediu ajuda. Ao nevoeiro, húmido sisudo e verdadeiro.

Constatação I


Ao invés de outros,
Há silêncios que fazem cá uma comichão...

Turvo




As coisas que podemos ter, ser ou ambicionar, acabarão aos poucos por nos fugir apressadamente pelas brechas imperfeitas de uns dedos que não conseguimos unir.
É água que nos escapa, como pensamentos fugidios, atrás de acções pensadas demais, mal pensadas, ou mesmo até aquelas irreflectidas.
Olhar para um real que não é nosso, nem nunca será.
Subir, sonhar, querer?
Para amanhã caminhar ensombrados pela monotonia cortante de um pensamento a sós?!
Um pensamento fixo numa calçada empedrada, que às golfadas, nos vai conduzindo para trás de um caminho trilhado sem destino aparente.
Andar, apenas... até nos tornarmos em apenas mais um. Um que procura freneticamente por uma rede de segurança para o agora, para hoje, para o dia em que decidir voltar a subir , sonhar e não quiser voltar. A cair...

K's Choice - Not an Addict
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Relações Vs Ralações



♀- Porque é que vocês homens são todos iguais?
♂- O quê?
♀- Sim, porque é que vocês funcionam todos da mesma maneira!
♂- Que é que queres dizer com isso?
♀- Vocês fartam-se com muita facilidade de nós. Primeiro dizem que não gostam de futebol, nunca têm planos com os amigos, há sempre tempo para nós.
Ao final de um ano... pronto, já ficam até altas horas da noite e ver os resumos da liga dos campeões, não porque gostam, mas apenas porque querem participar na conversa de amanhã com os amigos. Já não ligam a um desfolhear agressivo das folhas de uma revista, ou ao andar constante e irrequieto de um lado para o outro. As poucos acabamos por nos tornar invisíveis. Estar ou não estar é a mesma coisa!
Eu só pedia um pouco de miminhos ao final do dia, atenção, mas tudo isso desaparece mais tarde ou mais cedo...
♂- Mas não é natural que assim seja? A certa altura as coisas atingem um patamar diferente. Objectivos diferentes, não se pode viver sempre obcecadamente para um "nós a dois egoísta", há que olhar em frente, o "nós" faz-se de objectivos em comum, uma casa nova, filhos, a educação dos filhos... também se alimenta uma relação assim.
♀-Pois, mas eu gosto de ser egoísta, de continuar a ser o centro das atenções, do toque, da brincadeira, sabe bem...
♂- :)
♀- :)

U2 outra vez!





Começa hoje nova corrida aos tão preciosos bilhetes para o 2 concerto que os U2 irão dar em Portugal.
Eu queria ser como uma pessoa normal, que vai aos locais de venda de bilhetes habituais e ordeiramente compra o bilhete, mas por detrás desta organização há notoriamente interesses que alegadamente transportam mais de metade dos bilhetes para um site on line...
Vai uma aposta como amanhã pelas 10h00 será impossível aceder ao tal site?
E os bilhetes, para onde vão?

U2 - I'll go crazy if I don't go crazy tonight

Vacinação - H1N1



Efeitos secundários desconhecidos.
Alarmismo para a doença a mais.
Informação a menos.

Se reparar-mos bem, podemo-nos estar a submeter a algo que é criado como reflexo de um desespero global, sem sequer questionar a sua eficácia, os seus efeitos secundários e as reais vantagens para quem é imunizado...
A mim, já me perguntaram se queria fazer a imunização. Tenho consciência que muita gente há por aí, que gostaria de ter esse "privilegio"...
Mas eu respondi que não, apenas porque não tenho nada nem ninguém que me diga que devo dizer que sim...
Posto isso, começo agora eu, a minha luta pessoal contra esse vírus com as minhas facas e espingardas, balas e bombas, muros e cercas...
Mais lavar de maozinhas, menos beijinhos, mais acenos e menos abraços. E já agora, um pouco de sorte também não era nada mal vinda.

Felicidade palpável



"Hapiness is not real unless it is shared"

Christopher McCandless, in"Into the Wild" - o filme
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Pormenores daqueles bem pequenos...



Mas não esta na cara, que este senhor está a fazer todo este teatro apenas para promover um livro, que graças a isto, para a semana vai estar no Top de vendas em Portugal?
Sabe-a toda mas é ...
Sabe tanto, que já me obrigou a falar do livro aqui no blog sem eu sequer o ter lido!
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Chuva


O vento que manda a chuva contra os estores não deixa enganar...
Está uma autêntica noite de invernia!

Ele há coisas


Existe realmente uma coisa que me intriga profundamente.
Porque é que sempre que estamos ao telefone, temos que estar a mexer em alguma coisa?
Quando damos por nós já estamos a enrolar o fio, ajeitar as calças, coçar o braço ou a ajeitar o papel que está em cima da mesa, um pouco mais para a direita, depois mais para a esquerda, enquadrá-lo com os cantos da mesa, depois desenquadrá-lo...
Rodar a caneta que temos na mão e se a esta juntarmos um papel, é ver sair a uma velocidade estonteante uns rabiscos de tal modo codificados, que depois de termos terminado a chamada, olhamos para aquilo e não percebemos minimamente o que para ali estivemos a fazer.
Uma casa, umas ervas, um quadrado ou um bicho com três cabeças e meia?
Pergunto eu, mas para quê, mais estranho ainda, porquê???
Estranho, realmente muito estranho...

Troca de olhares


Diz-me lá tu, quanto e que não vale um daqueles olhares trocados mesmo em cheio?
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Música do dia - "Drive"

Não posso deixar de assinalar os 25 anos de um grande programa de rádio!
Oceano Pacífico.
Muitas foram as noites em véspera de exame em que sintonizava aqueles 93.2 FM.



Depois das 22h00, sempre depois das 22h00.
Lembro-me que apenas depois desta hora é que me conseguia concentrar, a sério!

The Cars - Drive

Enfermagem vs Farmácia

"No outro dia, fui à farmácia e pedi a um farmacêutico para me dar a vacina da gripe... resultado - fiquei três dias que nem podia mexer braço " - Ouvi eu hoje alguém dizer...

Cada um sabe de si, mas guardando sempre o devido respeito por todos os profissionais, quando preciso de um canalizador, não peço a um carpinteiro para me fazer o trabalho...


Do mesmo modo, eu enquanto Enfermeiro, recuso-me a fazer trabalhos ou dar opiniões em áreas para as quais não tenho competência nem motivação para o fazer... simplesmente, porque não são do meu domínio.
Orgulho na nossa profissão, passa também por não querermos ser mais do que realmente somos, inovar, investigar, fazer mais, mas sempre dentro do nosso espaço...
Somos todos precisos, cada um no seu lugar!

U2

Bilhetes para os U2.


Fui perguntar, e o senhor da Fnac diz que vão voar em menos de uma hora. Verdade ou não, não sei! Mas o que parece ser verdade, é que dos cerca de 40 mil bilhetes, apenas vão ser colocados à venda em Portugal 15 mil...
Confesso que até gostava de ir ao concerto... em 2010... cujos bilhetes são postos amanhã para venda e para os quais já existe uma fila, ao frio, na porta de cada centro comercial, organizada e com chamadas de 2 em 2 horas...
Mas sinceramente... eu preciso mesmo de dormir, descansar... e na rua está mesmo a ficar frio... e o sono...
Bem, resta-me ver se amanhã pelas 8h, ainda há vagas na fila para os 1000 bilhetes que serão colocados à venda na dita loja do Alegro...
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Aluno ou estudante?




De volta à escola, às salas, às carteiras, aos intervalos, às noitadas, mas agora mais que nunca ao estudo...
Estranha esta sensação!...

Sem preço



- E aquela sensação de acordar às 04h00 e saber que ainda temos meia noite pela frente...?
Virar para o outro lado, puxar os lençóis mais para cima...

(Já alguém dizia ontem...)

Aparências


Impressionante tudo a quilo que as aparências podem esconder...
Mais impressionante ainda é o que um olhar atento pode descobrir!

12 Outubro

Autêntico dia de praia!
e as iluminações de natal já estão colocadas na baixa da minha freguesia...

Começo a achar que este ano vai ser assim...

A Quem?

Há que senti-los, ouvi-los e saber respeitá-los...



Silêncios.

11 Outubro



Lisboa, 21h30... e um calor descomunal!

Música do dia - "Heart of the world"



Lá ao fundo... longe, bem mais longe.
Queima o sol aquilo que nao gelou a caminho da tua, lua.
Pensamentos, lentos, que caminham como pregos soltos,
enferrujados e mentirosos de tão pouco sentir.
Sentir,
chegará a algo mais do que um reflexo?
Complexo e obsceno, preso a uma sociedade de obrigações?
Obriguem-me!
Prendam-me e compliquem-me.
Embrulhem-me nessas cordas de ideais prensados.
Prensem-me...
Prensem-me a mente!
Agrafem-me a essa sociedade emergente que tanto teimo em deixar fugir.

...It's not about anything, anyone at all
It's just that now I feel so small in the heart of the world...

X-Wife - Heart of the world

Hoje... Ontem e amanhã


Completamente perdido!

Momentos


- Que cara é essa?
- Tenho a certeza...
- Certeza? De quê?!
- Que tu és a pessoa certa... mas no momento errado.

- Não existe um momento errado! O momento certo, esse... é que vem com a pessoa certa!
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Ele há coisas...





Entrar num bar pacato a 150 km de casa, luz fusca e uma música de fundo.
Sentar aleatoriamente numa mesa esquecida num canto, pedir uma bebida e no meio de tantas conversas cruzadas, encontrar alguém desconhecido que é fã do nosso Blog...

É realmente, uma sensação do caraças!!!

Música do dia - "Just Breathe"



Sabem que mais?
Tenho saudades!
Saudades de uma janela fechada e da possibilidade de a abrir. Vento fresco na cara.
Saudades de me sentir livre de um pensamento fechado, quase tantas até como de uma oportunidade solta.
Aquelas que surgem sem darmos por isso. Sorrateiras. De ombros descaídos e responsabilidades lavadas.
Saudades de um "mim" que já experimentei, a espaços.
"MIM"
Aquele que se lê de trás para a frente.
O oposto indefinido, de um livre cansado, monótono obrigado.
Sem fronteiras para o ser, onde apenas se é!
Respirar, apenas.

Pearl Jam - Just Breathe

Já estava na hora...

Não sei, digo eu...




Mas será que é desta que o cheiro a terra molhada vem para ficar de vez?

P.S. - Não imaginam o quanto me estou a conter para não colocar já a musica que estou a ouvir neste momento... Amanhã!
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Espernear mental



Imagens turvas são aquelas que nos guiam para lá de e um pensamento estranho.
Imagens do que não li, iguais a tudo aquilo que nunca senti.
Hoje longe de tudo e de todos. De mim e do que me recordo de ti.
Para la do cair do dia, aí estás tu, um pouco mais perto da minha noite, escura e fria.
Guardada em casacos de arrepios e fechada em opiniões de estranhos olhares. Escuros e pesados, cansados de carregar tanta olheira e imagem usada.
Olhares que fixamente nos vão deixando órfãos de querer e de sentir o que poderia algum dia vir a ser.
Um espernear de braços descordenado na esperança de te alcançar lá ao fundo, bem diferente de ti, disforme do mundo e das cores que apagam este meu globo a preto e branco.

POLí(ticas...)

Logo agora que começava a ficar mais interessado pelo mundo da política, vem esta machadada que me deitou por terra a estranha sensação, que é a de pensar que percebia o que os políticos diziam...



Das duas uma, ou é de mim ou então estes discursos começam urgentemente a padecer de umas legendas em forma de tradução do "politiquês", para o nosso mais bem conhecido português...
Confesso que por momentos cheguei a pensar que estava nos meus primeiros tempos de faculdade, numa aula de Introdução às Ciências Sociais...

(Nada tenho contra o nosso Presidente, mas um discurso mais adaptado ao povo, era capaz de ser mais eficaz...)

Desabafos




Épa, já a algum tempo que ando para desabafar.
Tenho uma máquina de lavar loiça na minha cozinha, mas eu não estou nada contente, sim, estou em clara negação de fenómeno!
Sinceramente, não entrou cá por minha vontade, pois voto na matéria ainda não tenho... mas está mais que visto que ela comigo não combina... ponto!
O tempo de passar a loiça por água, depois colocá-la dentro da máquina, lavar os tachos à mão no lava loiças e rezar para que a sujidade saía toda...
Não me venham cá dizer que dá menos trabalho, porque simplesmente não dá. O tempo, esse é superior e a sujidade entranhada...

Pronto já disse!

Dia de eleições!

Ora bem... Esse dia é hoje!



Mas claro, custa muito sair 15 minutinhos de casa, andar 500 metros até à Escola Secundária mais próxima e desenhar uma simples cruz justificativa da nossa existência.
É mais fácil deixar os outros decidir por nós...

(Eu, já votei!)


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Xutos & Pontapés 30 anos

Não vou esconder que era aqui que gostaria de estar a esta hora caso não tivesse vendido os bilhetes...



Daqueles concertos que ficam. Tenho mesmo muita pena...

..! (Remar, remar)

Pequenas coisas...



Finalmente consegui!
Ao fim de três dias, consigui fazer aquele nó de gravata todo pomposo e distinto!

(Se há coisas que ficam para o resto da vida, esta será com toda a certeza uma delas... pegou em mim, levou-me para a frente de um espelho, desfez o nó da gravata dele e fez comigo, passo a passo...)

Relaxar



Uma daquelas semanas.
Três despertadores. Um, o outro e o que acorda.
Sono!
Banho de água quente, fria, fria.
Comer, muito.
Fato, camisa, gravata, sapato.
Postura.
As costas, aí as costas.
Este calor e ainda de fato e gravata.
Depois do almoço...
Sono! Novamente.
Transpirar.
O fim do dia e as dores nas pernas.
Casa, água fria, quente, quente.
Uma velha caixa de música aberta cheia de pó...
Sofá... até que ele venha.

Decisões - Parte II

Ver parte I

Três meses antes...



Corre o mês Agosto. 40 graus à sombra.
Ele senta-se na esplanada com vista para a praia, ali bem no meio de toda a gente. Como de costume... todos os anos, da mesma maneira e no mesmo lugar.
Calções curtos, t-xirt manga cava, chinelo gasto, cabelo moldado pelo repouso de uma sesta fortuita e cara descansada de preocupações.
Põe a mão ao bolso e com o que encontra, cinco ou seis moedas pretas, manda vir algo que lhe permita gozar este momento, só seu.
Debaixo do chapéu de sol, rende-se. Escondido no meio das conversas de tantos outros, vai sofrendo as consequências de um vento quente amolecedor, que o empurra para a tentativa frustrada de se refrescar com o que ainda vai restando de uma bebida perdida entre três cubos de gelo.
Agita freneticamente o copo na esperança de multiplicar aquele resto de líquido, como quem ignora inocentemente o mundo à sua volta. Sem pensar que alguém o pode olhar, que vale a pena olhar ou mesmo ser olhado.
Por pouco tempo.
Lá ao fundo, surge alguém que vê de perfil. Um perfil dissipado e enevoado pelas ondas que o calor liberta num inicio de tarde como este.
Corpo franzino, andar descontraído e olhar preenchido. Preenchido não por alguém, mas sim por uma certeza sobre si, só podia...
Ela reparou que ele a olhava. Em jeito de provocação, não mais o espreitou mas fez por passar por ele a contar lentamente os passos que dava enquanto deixava para trás um rasto a protector que ele foi incapaz de ignorar.
E foi assim que ele, duma maneira leve demais para ser credível, foi arrancado contra vontade de um estado de apatia e letargia em que se tinha deixado cair...

Outra vez não, não pode... pensava ele

Noites


A cama hoje já estava desfeita.
Os lençóis amarrotados e frios, tal qual os deixei a noite passada.
Estiquei o meu braço mas não te encontrei, nem a ti nem a mim...
Era assim que ela estava, a cama... Vazia como a minha cabeça.
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I got a feeling

Acordar com aquele feeling que este será o tal dia é isto...



21 mil pessoas numa mega coreografia em Chicago... Vale a pena ver

Black Eyed Peas - I Got a Feeling

Outono



Não sei se já repararam... mas ele já aí está a chegar!
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Obrigado por mais um sorriso :D


Quantos de nós ao voltarmos ao carro depois de uma ida ao cinema, um esporádico passeio ou um dia de trabalho, não encontrámos já a fantástica publicidade presa na porta do condutor de modo a que seja impossível entrar no carro sem dar conta dela?

Então e se depois de uma noite de trabalho, em vez da maravilhosa forma de publicidade, encontrassem um bilhete a desejar um bom descanso de uma forma que vos fizesse rir até que a jovem (engraçada até!) que ia a passar vos olhasse como se não fossem bons da cabeça?

Pois é… não é para todos!

É só para quem conhece a “Fome” e a "Vontade de comer”.

Obrigado! ***

Pois é...!




Primeiro queremos mudar o mundo...
Depois é o mundo que nos muda!

Acordar hoje


Abri as portas do poliban, abri a torneira no vermelho a medo, aos poucos fui virando para o azul, até que era assim que vinha... gelada.
Ali fiquei!

IC 19 parte II



Não sei se alguma vez já repararam,
mas o pôr do sol com que a IC 19 nos brinda em todos os finais de tarde...
Vale bem a pena o trânsito!
(e não, não estou maluquinho! Passo é lá poucas vezes...)
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IC 19 parte I



Meto a segunda. Ando mais um pouco. Pé na embraiagem... travão, ponto morto, páro.
Espero um pouco.
Meto a primeira, a segunda, o carro dá um solavanco. Pé na embraiagem... travão, ponto morto, páro.
Espero mais um pouco.
Meto a primeira, depois a segunda. Pé na embraiagem... travão, ponto morto, páro.
O sol já se vai ponto,mas o calor dentro do carro continua bem alto.
Olho para o lado, vejo as caras que ciclicamente se vão revezando, ora uma ora outra.

"...e agora a nova música dos Pearl Jam, é um regresso à muito esperado desta grandiosa banda, aqui na Mega FM..."

Começa a música a tocar e num repende a IC 19 ficou deserta. Aumentei o volume, pequei na minha bateria, ele era volante, ele era tablier, ele era até o ar e eu era o baterista dos Pearl Jam!
Pouco mais de 3 minutos depois, volto satisfeito ao trânsito pastoso e embrulhado da IC 19 até que recebo uma sms que dizia:

"Eu bem que te acenei...mas tu não estavas decididamente neste mundo!
P.S.- se tu eras claramente o baterista, eu confesso que tentei ser vocalista... há muito que não nos vemos, temos que combinar uma jantarada com o pessoal!!! Abraço"

Um concerto em plena IC... não estava mesmo nada à espera!

Férias



Ainda acerca das férias... Nada ultrapassa aquelas noites quentes nas aldeias do norte.
Nem as Lisboas, nem os Alentejos, nem mesmo os Algarves!

Olhar para trás



- E tu sismas em olhar para trás...

- Avô? Está arrependido?

-Não, filho! Faz parte da vida... nunca te arrependas de viver.
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Saber perder



A noite continua quente, ao contrário do que seria de esperar para este Setembro...
Já nos habituámos a arrefecer em antecipação... Diria até que somos mesmo capazes de nem sequer apreciar este abafado, que teima em surgir apenas quando temos que ficar enfiados em casa.
Estas coisas do saber aproveitar o que nos é dado sem aviso, tem muito que se lhe diga...
Desabituamo-nos tão ferozmente e nem sequer damos por isso. Cumprimos horários, seguimos rotinas e lembramos deveres sem nos darmos ao luxo de gozar um pequeno direito.
O direito a ser, só isso.
Acho que tem a ver com um dom que algures deixei escapar...
Já um dia soube o que era aproveitar, ganhar, viver... lembro-me que para o saber, primeiro tive que desperdiçar e ser vencido.
Agora?
Olha... esqueci-me de como se perde...
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One last time



Entrou em casa, aliviado por finalmente se abrigar naquelas velhas paredes, as suas.
O chão ainda era de soalho, rangia a qualquer mudança de direcção e assinalava a marcha cadente que ele hoje sozinho usava.
O relógio de parede lá disse preguiçosamente as horas, eram vinte e três...
Ligou a caldeira e foi-se despindo vagarosamente à espera do sinal que indica que a água já está quente.
Entrou em modo automático para o poliban, abriu a água quente e ali se deixou ficar esquecido, de braços esticados contra a parede de azulejo, enquanto as palavras dela lhe iam ecoando sucessivamente na cabeça. Uma cabeça que agora parecia mais pesada que nunca...

...

Com a sua mão direita limpou uma pequena parte do espelho embaciado, apenas o suficiente para ver o seu rosto destruído.
Apoiou ambas as mãos no lavatório e ali ficou, na esperança que o nevoeiro lhe apagasse a realidade.
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See clearly...



Publicidades à parte, era claramente de um acordar assim que eu estava a precisar...

(Utopias...)

Vive!



Espera… ainda não leias.

Já ligas-te a música?

Então liga!

Ah já ligas-te okay ;p

Agora, aprecia a música…

Tens 1 minuto para sentires verdadeiramente o seu significado!

Sente a música…

Vive a música!

Já pensaste que todos caminhamos para o mesmo?

Já acelerou?

Não?

Sente mais um pouco…

Todos vamos ter rugas,

Todos vamos ter momentos de solidão,

Todos vamos morrer!

1min07?

Não? Então espera!

Já está?

Vamos começar!

Lutar!

Querer!

Vencer!

Ir em busca da Gloria.

Alcançar a felicidade.

Todos queremos o mesmo, mas nem todos puxamos para o mesmo.

Porquê?

Aproveita a Vida!

Vive a Vida!

Sente a Vida em ti!

Segue o caminho que queres!

Sente a Liberdade das Tuas escolhas…

Vive intensamente!

Aproveita cada pormenor.

Põe a cabeça fora da janela do carro e grita…

És o melhor!

Sente o bem-estar de estar vivo!

Corre para quem gostas de braços abertos.

Diz o que sentes!

Vive o que sentes.

Dá o que sentes.

Aproveita o que a vida tem de melhor sem hesitar!

Simplesmente…

VIVE!

Did I survive?


Depois tudo ficou escuro!

Parecia que o tempo tinha parado e no mesmo momento abri os olhos a custo, para depressa os voltar a fechar devido à luz intensa que se abatia sobre as minhas pupilas.
Deixei-me então ficar de olhos fechados, absorvendo através dos outros sentidos (será que ainda os conseguia ou podia usar?) o que se passava à minha volta.
Paz!
Somente paz!
E ao mesmo tempo que a paz, dor…
Tanta que quase não podia aguentar.
Mas…
Dor?

Como é que podia sentir dor naquele momento?
A menos que…

Sudoeste 09


Ora bem...
Tenda, saco cama, colchão, lanterna grande, lanterna pequena, prato, copo, canivete, toalha multifunções, protector, escova de dentes, pasta de dentes, desodorizante, três pares de calções, dois pares de calças, 1 par de ténis, um par de havaianas, telemóvel sem carregador, uma guitarra, e o bilhete!

Chaves de casa, BI, cartão multibanco e... férias 2009!

Acho que está tudo!
P.S. - (Voltarei em Setembro...)
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Dantes era assim...




Quando nós tínhamos aqueles três longos meses de férias...
O tempo para tudo, até para nos esquecermos que ele existia.
As vontades para lá de tudo aquilo que pensávamos querer e as aventuras vividas para cima de tudo o que era imenso.
Os lanches em casa dos amigos, as corridas de parachoques colinas abaixo, os joelhos esfolados, as guerras de pedras e as cabeças partidas.
Os curativos das mães e os jogos à bola com os pais.
As tardes em Belém, as voltas de bicicleta.
As regras não cumpridas e as obrigações ignoradas.
As pequenas mentiras aos pais e os grandes sermões porque a verdade sempre se soube.
Acordar às 10h00 deitar às 23h00.
As horas que passávamos sozinhos na rua.
O cheiro que a praia tinha naquela altura.
As noites quentes e o andar em tronco nu na rua.
As escondidas, os polícias e ladrões e o mata.
As paixões de verão e os amigos sazonais.
Os trabalhos de casa que não existiam, a televisão que víamos e o telemóvel que não fazia falta.
A tudo isso... e muito mais!


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Elevações



O dia começou mal, mas estava para acabar pior.
As imagens começaram a tornar-se turvas e as pessoas simples elementos externos à minha intervenção.
Um copo cheio de vergonha que mandei abaixo em dois tempos, umas calças descaídas já rasgadas de tanto no chão roçar e uns tenis velhos empoeirados eram o complemento da minha figura.
O mundo começava a virar com o propósito combinado de me mandar abaixo, mas eu resisti dessa e doutra vez.
As vozes à minha volta eram de alegria, mas à alegria já eu estava imune.
Rasguei com as vozes e rompi noutro caminho de curvas que ainda à pouco não estavam ali.
Que me empurrem se quiserem, não me importo... Cair e não mais levantar. Só eu, o chão e as pequenas areias que se vão cravando à minha pele e que eu vou suportando com este anestésico.
...
Ao fundo começo a ouvir um pequeno eco de palmas que sai de um aglomerado de gente. Vibram como quem vibra quando ouve algo que o conquista pela primeira vez.
Abro os olhos, levanto-me apoiado nestes primeiros acordes, sacudo as pedras e encosto-me a um poste com a cara marcada.
Ali fico, de olhar semi-cerrado a beber daquele negativismo que me traz à sobriedade por haver alguém que canta este meu momento.
De repente, vejo-me a embalar ao ritmo de umas teclas e a saltar sozinho de felicidade, solto do mundo e dono de mim.
A Silent Film - You will leave a mark

Sotaques


04h37

O quarto encontrava-se numa escuridão penetrante. Era assim que ele o tinha deixado há três horas atrás quando apagou a luz na esperança de adormecer.
Na rua corria teimosamente um vento gelado que tocava uma chuva amassadora.
Ali estava ele, debaixo de vários cobertores e dos mesmos lençois de flanela vincados de tanta volta. Ali estava aquele corpo, frio, quase quebradiço de tão gelado, até que o telefone toca secamente...

"- Qui est-ce? C`est toi?
- Oui, c`est moi..."

Foi aí que reparou que os lençois estavam peganhentos de tanto alívio, o ar quente de tanta saudade e os vidros embaciados de tão pouco ter.
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