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10 de setembro de 2010

Portugueses pelo Mundo - RTP 1


Um programa a não deixar escapar, todos os Sábados à noite, Portugueses pelo Mundo.
Em cada semana uma capital de um dos cantos do mundo é explorada e dada a conhecer por alguns dos Portugueses que por lá estão a viver.
Falam da sua vida, do quotidiano, do que a cidade tem para oferecer e da visão que têm dessa mesma cidade...
Vale a pena, simplesmente viciante!!!


20 de março de 2010

Engenharia Aeroespacial


Mas alguém me explica porque é que constroem os aviões de propósito para que as minhas pernas não caibam entre a minha cadeira e a cadeira da frente?
Expliquem-me por favor, mas com muita paciência onde é que é suposto eu guardar os cerca de 60 cm de fémur!
É para mandar para a cadeira do lado, dividir ao meio num ângulo de 90º ou é para dobrar em três e voltar a desdobrar após a aterragem???
Sim, porque não é suposto que a perna mingue por acção espontânea!...

18 de março de 2010

Regresso



Não hajam dúvidas que viajar é uma das experiências mais ricas que podemos ter! No entanto, não há nada como aquele sentimento de voltar a ouvir um estranho falar-nos em Português, comer a nossa comida, tomar um banho na nossa banheira, voltar a fazer torradas na nossa torradeira que só trabalha com o nosso jeitinho especial, ouvir a nossa música e como não poderia deixar de ser, dormir na nossa cama...

6 de março de 2010

Israel...


Neste preciso momento dois dos 3m2 estarão a apanhar o avião em direcção a Israel. Não será tanto uma viagem de lazer, mas decerto que vamos tentar dar uma vista de olhos ao que por lá nos rodeia!
Andaremos "acampados" para os lados de Tel Aviv, mas em breve estamos de volta...
De qualquer modo, vamos tentar dar notícias e manter-vos actualizados ;)

Só aqui entre nós... lá estão a rodar os 30 graus de temperatura! :P

17 de fevereiro de 2010

Km´s a fio


Pior que conduzir à noite, é conduzir à noite com chuva que não pára e encontrar umas andorinhas na autoestrada que teimam em não sair da fila do meio KM´s a fio!
Pior do que isto tudo, só mesmo acabar uma viagem grande, feita à noite e com chuva torrencial e aperceber-me que tenho que levar o meu carro à oficina por causa duns soluços que ele nunca antes me tinha apresentado...

29 de dezembro de 2008

Ride the Wild Surf


Acampamento Selvagem
Bodyboard
Música
Mar
Fogo
Amizade
E muito mais...
Dia 4 de Janeiro de 2009
No vosso blog!

24 de outubro de 2008

(Inter)National Geographic



Cada vez mais me convenço, que a vida se mede pelo número de pessoas com quem nos cruzamos ao longo dela.
Na minha perspectiva o acto de viajar, contactar com outros povos, conhecer novas culturas, cheiros, hábitos, outros modos do sol se pôr e outras maneiras de respirar, são de certo alguns dos principais factores de satisfação pessoal.
Ter a oportunidade de em algum ponto conhecer alguém, dizer-lhe o que penso e ouvir o que ela diz e como o faz, é quanto a mim, a única e verdadeira oportunidade de dizer que estamos vivos e fazer com que essa nossa pontual aparição na vida de alguém a mude de algum modo.
Actualmente no canal National Geographic está a passar uma serie de 8 episódios em que retrata a viagem de duas pessoas, de mota, desde a Escócia até à cidade do cabo na Africa do Sul.
Claro está que a oportunidade com que somos brindados em cada episódio de viajar até um espaço completamente diferente, nos transmite uma sensação que é impagável.
Saibam o que é viajar sem ter um rumo e datas completamente definidas, andar ao sabor da vontade e do momento, sentir a insegurança permanente de andar pelo desconhecido e a adrenalina de nos dar-mos a conhecer.
Quem sabe o que isto é...

Por isso e tudo mais, aconselho vivamente a que na próxima quarta-feira passem pelo canal National Geographic pelas 21h15 e deixem-se levar, até onde as imagens vos deixam.

31 de julho de 2008

Dia 1


Ar quente, húmido...

Respiração cortada pela diferença de concentrações atómicas no ar envolvente!

O tempo não anda...

Queremos uma resolução rápida, conhecimento, ver o que nos rodeia e o que nos espera!

Natureza bruta...

Juntar alegria humana e vegetal numa só esfera, numa só ilha!

Intrusos...

Aqueles que tentam a todo custo ingressar na roda viva que é a “brincadeira” desta terra!

Aqui...

São Tomé, a Natureza impera, o sossego reina e a desordem é simplicidade!

A certeza de que só por este dia já valeu a pena!

Cephas Zoth
Walter Love
Zapporssön


16 de julho de 2008

São Tomé e Príncipe


Calções, t-xirt e chinelos a arrastar no chão.
Sem relógio, e sem horas.
Comer quando tenho fome, beber quando tenho sede, descansar quando estiver cansado.
Acordar com o calor, e deitar-me com o canto dos grilos lá bem ao fundo.
Um livro na cabeceira, e um candeeiro com uma luz fraca.
Mar quente como o ar.
No horizinte linhas sucessivas de ondas que se deitam quando atingem o areal.
Ondas com brilho. Ondas com um brilho que só uma prancha consegue polir.
Eu vou ser mais um ponto desse brilho, pelo menos para mim.
Naquele mar azul como o céu, 125 azul...

É assim que imagino, daqui a 14 dias.

9 de junho de 2008

Split / Dubrovnik 20 a 22/06/07




20h e qualquer coisa.
O sol cai lentamente sobre campos intermináveis, planícies sem fim aquecidas pelo alaranjado lá de cima.
Numa viagem tão longa era de admirar que não acontecesse qualquer coisa, e como tal fomos obrigados a saltar de vagão em vagão até encontrar-mos um pouso que nos permitiu 6h de descanso precioso .
Chegámos a Split por volta das 7h da manhã, e a nossa preocupação inicial era a de arranjar casa para ficar, uma vez que iríamos passar o dia em Dubrovnik.
Não foi preciso procurar muito, à saída do comboio lá estava uma sr.ª na casa dos setenta e muitos anos com um papel alusivo ao aluguer de quarto. Foi então que encetámos um longo processo negocial, que acabou por não dar em nada uma vez que às nossas perguntas em inglês apenas vinham respostas em Croata.
Preferimos tomar como garantia a sinceridade de uma cara vincada pelos anos.
Pousadas as mochilas cada vez mais pesadas com recuerdos, apanhámos o autocarro que nos levou até Dubrovnik. Foram 5 horas de viagem com direito a passagem pelo território da Bósnia.
Chegámos ao destino pelas 14h e já só pensávamos em comida.
No início da visita, demo-nos ao luxo de alugar um daqueles telefones portáteis que nos contam a história do local, mas rapidamente ficou claro que um interrailer não tem perfil para ficar parado a ouvir uma explicação num espanhol monocórdico atroz.
Jantámos ainda na cidade, ao final da tarde, provavelmente no melhor cenário que tivemos alguma vez durante o jantar.
Esplanada, música ao vivo e cara aquecida por um vento tão quente vindo do Adriático que rasga impiedosamente todas as muralhas que protegem este refúgio desconhecido aos olhos de tantos.
A última saída para Split era às 22h30... e por pouco não a perdíamos, não fosse uma cantoria aos deuses para que aparecesse um autocarro.
Chegámos a Split perto das 3h da manhã, e pelo meio deu para pôr a conversa em dia com dois Australianos praticantes da mesma religião que nós, apenas com uma diferença... eles iriam "rezar" durante 6 meses...
Chegamos ao 15º dia e já custa a crer tudo aquilo que vimos em tão pouco tempo. Ontem à noite (em Split) fomos até uma zona de bares junto à praia, praia esta que estava cheia de gente a tomar banho, já bem depois da meia noite... outros andamentos, digo eu.
É agora 12h30, tenho apenas os calções vestidos, escrevo de luzes apagadas e com o quarto escuro e mesmo assim estou a pingar na cara, impressionante!
Às 15h temos comboio para Veneza, de lá mandarei o meu último postal. (mais tarde viria a saber o quanto inconsequente ele seria... quando se espera muito de quem nos pode oferecer pouco...)

2 de abril de 2008

Surf Trip - Porto Covo

21 de setembro de 2007

Budapeste 18 e 19/06/07

À chegada parecia uma cidade cinzenta, pouco acolhedora, à imagem de Atenas.
Confesso que a vontade de conhecer também já é pouca, estamos cansados, e sinceramente depois de passar por Praga, todas as cidades parecem “pequenas”.
No meu ver a cidade tem grande potencial, mas que está longe de ser bem aproveitado. Tem edifícios com grandes fachadas, tem história, é banhada pelo Danúbio, mas simplesmente não é cuidada. Está suja, negra e com muito património a ruir.
São cerca de 7h45 quando chegamos à cidade, e não sei bem como, metemo-nos numa carrinha conduzida por um homem qualquer que supostamente nos levará a uma pousada... assim foi, mas só quando chegamos ao destino e que nos apercebemos que essa decisão poderia ter sido algo arriscada.
Lá acabamos por nos instalar em mais uma pousada. Durante a tarde damos uma volta pela cidade e subimos ao seu ponto mais alto. Confesso que foi aqui que comecei a ficar com melhor impressão da cidade. Cá de cima a vista é realmente muito boa.
Já cansados decidimos voltar para a pousada para repousar as pernas. Dormimos uma hora ou duas, até à altura de jantar e acordamos para aquilo que viria a ser uma grande noite. Sem querer acabamos numa discoteca ao ar livre a festejar o final da época dos exames, muito bem acompanhados.
Mais uma vez optamos por dormir pouco e às 10 da manhã já estamos a caminhar naquelas ruas quentes.
Decidimos ficar com as mochilas, em vez de as guardar nos cacifos da Estação.
Já está um calor infernal. Por baixo da T-xirt escorro suor e nem o banho à pouco tomado me faz sentir mais fresco.
Almoçamos num restaurante italiano e enquanto vem a conta aproveitamos para escrever os postais que à muito estavam prometidos. Afinal de contas do lado de lá alguém é capaz de gostar de saber de nós...
De realçar a vista sobre o Danúbio à noite, iluminado pelas luzes que salpicam a principal e mais conhecida ponte da cidade. É disto que são feitas as grandes viagens, do ambiente e envolvimento que sentimos perante um quadro destes. Não dá para descrever, é o que faz das viagens, pedaços de vida vividos a 100%...
Chegamos ao comboio, tiramos a roupa toda à excepção dos calções.
O suor continua a correr sem pedir licença.
Os olhos estão semicerrados e a velocidade com que a caneta desliza começa a ser cada vez mais lenta, tenho sono.
Vou dormir.
Já venho está bem?!

....

São agora 19h, estamos algures na Hungria. O comboio vai rasgando uma paisagem que me obriga a emprestar um olhar prolongado de vez em quando.
O compartimento do comboio continua quente, que seria de nós sem os toalhetes do LIDL?...

27 de julho de 2007

Praha 16 e 17/06/2007

A cidade é excelente, tem tudo. Vamos fazer grande parte das compras aqui, tenho a certeza! Esta cidade é ideal para acolher o turista. Há quem a classifique como uma cidade medieval em pleno Séc. XXI.
As praças amplas, a gente na rua, as quatro estações num dia, a limpeza das ruas e a beleza de cada edifício, monumento, ponte e castelo não deixam ninguém indiferente! Aqui entramos num ambiente invulgar, as fachadas que agora vejo em ambos os lados da avenida, transportam-me para uma cidade, diria eu de, “realidade virtual”.
Hoje aproveitamos para ver grande parte da cidade.
Regressamos ao apartamento por volta das 19h, tomamos um duche rápido, e aconchegamos o estômago com um "Snickers" cada um. As pernas já pesam, principalmente porque o andamento foi sempre elevado.
Escolhemos a nossa “melhor” roupa, e lá vamos.
Às 20h30 é o espectáculo de musica clássica. Não resistimos e aqui começámos a cometer as primeiras extravagâncias. No centro da cidade facilmente encontramos locais a promover estes espectáculos, que se enquadram perfeitamente no ambiente para o qual somos transportados.
Entramos na sala e durante 1 hora vimos um espectáculo de deixar boca aberta. Pelo menos a mim deixou. Aquele violinista, dava-lhe tanto, mas tanto...
Nunca tinha ido a nenhum concerto deste tipo, mas fiquei totalmente rendido.
Estamos basicamente a viver sem preocupações, fazemos o que queremos, vemos o que queremos, às horas que queremos e compramos o que queremos. Numa cidade como esta, dá muito jeito.
A noite tinha apenas agora começado.
Houve quem dissesse que esta era a cidade onde tudo acontece...
Estou cansado, cheio de sono, pelo andar da coisa apenas vamos dormir 3 horas... Às 10h temos que fazer o Check-out. Temos é como quem diz, porque o despertador apenas vai tocar às 10h...
Decididamente, não vale a pena ficar a dormir numa cidade com uma Noite como esta.
São 5h57, e já é de dia. Custa acreditar que à nossa frente já estão duas Chinesas com um cachorro na mão direita e de máquina fotográfica empunhada na mão esquerda.
Estranha forma de começar um dia, direi eu... Elas olham para nós e dizem qualquer coisa que obviamente não percebo. Faço de conta que é sobre nós, e nesse meu devaneio traduzo a conversa delas para... : “estranha forma destes acabarem o dia”.
Hoje o dia será basicamente para relaxar, ver o que nos falta e despedirmo-nos desta cidade.
...
Tan tan tandaran, tan tan tandaran, tan tan tandaran, tan tan tandaran!!!
O despertador!
Uma sensação de formigueiro invade-me dos pés à cabeça, só me apetece dizer uma coisa: ****-**!
Não estou a acreditar, Tenho tanto sono. E os olhos, ardem tanto! Fico sentado por dois minutos com as pernas pendentes na cama, à espera que a dor de cabeça desapareça.
O apartamento não tem estores, e sinto o sol já a apertar nas minhas costas.
Rapidamente nos preparamos, e arrumamos a tralha toda que ficou espalhada pela sala. Já estamos a ficar profissionais nisto. Vamos até à estação e deixamos as nossas malas nos cacifos para o efeito. O comboio para Budapeste parte às 23h02.
Agora a passada é muito mais espaçada, as pernas pedem autorização para se deslocar, enquanto vamos entrando vagarosamente em todas as lojas de souvenirs. Almoçamos num restaurante qualquer que apanhamos no meio das ruas e travessas que nos levam até ao rio.
Com isto tudo já são 16h35 e temos pela frente a Ponte de Charles, vamos atravessa-la pela última vez. O Cephas diz que eu tenho grande panca para as pontes, mas esta sem dúvida mexe comigo.
Agarramos na máquina fotográfica e começamos um filme duma ponta a outra da ponte. Tínhamos que levar para casa este ambiente único.
À minha direita alinham-se ao longo da travessia vários caricaturistas, pintores de paisagens e de rostos em apenas 5 minutos. À esquerda, dois músicos fazem verdadeira música, desta vez transportam-me para um ambiente anos 20, em plenos Estados Unidos, impressionante, o que se pode fazer com um funil e uma viola...
Mais à frente uma banda com um som, épá, um som...
Olhando para o lado direito do rio, vemos ao longe os barcos de aluguer. Não nos podemos ir embora sem dar uma volta de barco.
Aqui no meio do rio, a sensação de liberdade é extrema, apoio os cotovelos na proa do barco e fecho os olhos por um instante. Sinto o sol a queimar-me a cara, oiço a água a bater no casco do barco e as remadas cadentes do Love.
Neste rio já foram rodados muitos filmes, e dá a ideia deste ser mais um. Tenho uma sensação de dejavú...
Lá em cima o sol vai-se pondo, e a hora a que temos direito vai-se esgotando rapidamente, à imagem da nossa estadia aqui.
Agora caminhamos junto ao rio. Tiramos mais duas ou três fotografias. Travamos uma conversa com gente desconhecida, sabe bem, dá para sorrir mais um pouco.
Desaconselham-nos os restaurantes chineses. A cidade está calma. É inicio de noite de Domingo, em Praha.

25 de julho de 2007

3 Manos Pela Europa "O Filme"


15 de julho de 2007

Krakow-Praha 16/06/2007


Vamos agora a caminho de Praga. Já passa da meia noite e aproveito para mandar SMS a alguém que ficou para trás, lá bem ao longe, Portugal.
Mais uma vez um calor abrasador. Tenho as costas ensopadas em água, nem os toalhetes de limpeza nos valem.
Este comboio vai dividir-se em metade a meio da noite. Uma parte vai para Praga e a outra para Viena. Desta vez vamos bem, e sabemos disso!
É noite cerrada e apenas se ouve o “Tum...Tum...,....Tum...Tum...,...Tum...Tum...,...Tum...Tum”.
Este sim é um verdadeiro comboio. Com solavancos e o tal barulho característico. Os bancos sujos e de cores aguerridas. As estações de comboio desterradas. As chiadeiras nas travagens e os gritos dos maquinistas às 03h56.
As músicas e conversas locais que não entendemos “pêva”. ...
Ainda estou para compreender, porquê é que quando pergunto alguma coisa em Inglês, me teimam em fazer um sermão em Polaco, sempre na convicção que eu os entendo na perfeição, LOL! É só rir.

Olho para a lâmpada do compartimento... está cheia de insectos.
Eu escrevo, o Walter à minha frente passa mais um toalhete no corpo e o Pedro lê um artigo da revista Sábado.
Levámos connosco 3 revistas. Há noticias por nós já lidas e relidas vezes sem conta. As mesmas revistas, as mesmas fotografias, as mesmas frases...
Apetece-me conhecer, continuar a desbravar, treinar o meu Inglês.
É bom ser turista, é diferente, ser estrangeiro à aventura. Ser olhado de lado, talvez por inveja.
Tenho 25 anos e já conheço umas coisinhas...
O comboio parou, outra vez. Estamos na fronteira.
Levanto-me do banco e espreito pela janela, baixo o vidro e meto a cabeça de fora.
Chegámos a "Petrovice".
Em terra vejo a polícia de controlo fronteiriço a falar entre eles qualquer coisa, e por baixo do comboio já vejo uns homens de fato de macaco verde que se ocupam da separação do comboio em dois.
"Passport, please"- grita o polícia Checo, enquanto abre o nosso compartimento. Ainda meio estremunhados, olhamos uns para os outros, com cara de mal dispostos, qual pessoa que é acordada assim que está a adormecer.
Ainda faltam umas horas até chegar ao destino, é melhor aproveitar para dormir mais um pouco.
Sacamos de uma camisola para fazer de apoio à cabeça e em 3 minutos estamos novamente a dormir.
Parece que vamos ter mais uns dias de viagem. Já não vamos à Roménia, decidimos alterar o percurso... Talvez Veneza, quem sabe Suíça. Talvez lá consigamos chegar.
Logo se vê.
Continuo à espera da resposta a uma SMS.
Não vem...
Apesar disto tudo, deixámos “alguém´s” para trás. Somos feitos deles, e só por eles conseguimos chegar aqui, agora.
Já me começo a imaginar na principal praça do centro de Praga. Aquele ambiente, os predios, os monumentos e as gentes...

12 de julho de 2007

Oswiecim 15/06/2007

Chegamos de manhã a Krakow, a Segunda cidade da Polónia, mas provavelmente a mais bonita. Tínhamos a intenção de seguir directamente para o campo de concentração de Aushwitz, no entanto, e como sempre, as informações deixaram um POUCO a desejar, e vemo-nos obrigados a fazer os 100 metros barreiras com mochilas de 13kg às costas. Pior que correr, é o facto da corrida não nos ter valido de nada. Perdemos o comboio.
O próximo é daqui a três horas.
Aproveitamos para ver a cidade e mais uma vez almoçar à “Rei”, num restaurante todo “finesse” por apenas 6€... épá foi caro, está bem?!
A caminho de Oswiecim, cidade onde se encontra o campo de concentração Aushwitz e Bierkenau, apanhamos uma trovoada, Sr.ª trovoada, mas mais uma vez temos sorte e quando chegamos ao destino está um sol abrasador, aquele que felizmente nos tem acompanhado até agora.
O campo de concentração continua a impressionar. Não sei se cá voltarei, mas tenho a certeza que daqui nunca me esquecerei!
É impossível imaginar, mas só por si o ambiente já pesa, muito.
Por aqui passaram cerca de 1,1 milhões de Judeus, e a grande maioria aqui ficou...
Era aqui que chegava o comboio. As portas dos vagões abriam-se e muitos atropelavam-se à saída, tal a ânsia por ar fresco.
Lá fora estavam os médicos que faziam a selecção e os separavam em duas filas: uma para mulheres e crianças e outra para homens. Entre estes os fortes e saudáveis eram separados dos idosos, doentes, das grávidas e das crianças. Os declarados aptos para trabalhar ficavam no campo. Os restantes eram conduzidos às câmaras de gás e ...
Pouco mais há a dizer, mas muito fica por pensar.

6 de julho de 2007

Paris 09/06/2007


São 23h00. Um vento quente.
Olho para cima e vejo-a toda iluminada.
No Sena os barcos rasgam lentamente a água. Gente na rua, muita gente na rua.
Nas margens do rio estão vários pares de namorados, provavelmente a fazerem juras de amor eterno. Uns sem saber, mentem, outros não. Faz parte.
O vento continua quente e apanhamos o metro até ao Arco do Triunfo. Estende-se uma avenida interminável, a avenida dos Champs-Élysées.
As esplanadas vão-se desdobrando nos extensos passeios.
Rendemo-nos a três cadeiras vagas, que esperavam por alguém que simplesmente quisesse ver os outros passar. Esse alguém somos nós. Sentamo-nos e aqui ficamos, com um gelado na mão, a ver os outros passar, os sotaques, os jeitos, os risos... enfim, as vidas que hoje e só por hoje temos o privilégio de observar.
À noite a cidade é realmente diferente. Assenta-lhe bem o título de cidade das luzes. Tem uma vida... desconcertante.
...
É mesmo grande! Majestosa, delicadamente monstruosa!...A torre.
Vista cá de cima, dá a ideia de ser um grande cone de gelado, sendo que o gelado é a sua cidade, Paris...E que gelado...!

Os “Oitava Maravilha”…pela Europa



Acabou a aventura, para trás ficam peripécias inesquecíveis, cantigas e rizadas (excepto nos momentos em que “alguém ficava faminto e/ou com sono, ou “alguém” que acabava de acordar” e muitos jogos divertidos que se tornaram rotina, “Vai um Três-pa-Três com marcação cerrada?” (para eles o seu jogo preferido).
Em busca do nada, exploraram os melhores lugares da natureza e o brilhantismo da capacidade humana. Paisagens no seu estado bruto, quase que intocáveis, ficarão para sempre na memória. Monumentos com grandes fachadas e Pontes indescritíveis nunca cairão no esquecimento.
Foi um belo estilo de vida, onde o cansaço era o motor de arranque para o dia seguinte, e mais ou menos de dois em dois “passos” lá se encontravam eles perante um novo idioma.
Para sempre recordarão estas datas, com mais ou menos intensidade, sobram as lembranças por ter sido tão gratificante, mas não deixam saudades, deixam sim vontade de fazer algo semelhante, na tentativa de superar tamanha experiência.
Aceitaram o desafio, chegaram, viram e, “uns mais rápidos que outros” mas enfim, Venceram…
Para sempre serão os melhores da Europa, agora segue-se o resto do Mundo…vencerão, certamente…

8 de junho de 2007

Interrail 2007 - Prognósticos


Já passa da meia noite. Faltam 16h. Está calor cá em casa.
A minha mochila está quase a abarrotar.
Experimentei pôr às costas. Experimentei imaginar esse peso por entre ruas perdidas na memória de tanta gente.
Experimentei imaginar as noites intermináveis em comboio, aquele "tum, tum; tum, tum".
Experimentei lembrar aquela ansiedade sempre que entramos no desconhecido, quando não podemos confiar em mais ninguém a não ser no nosso grupo.

Às noites dormidas no corredor dos comboios, nos apeadeiros perdidos no meio de nada, ao sonho por uma banheira e ao desejo de um bom bacalhau cozido.
Ao nó na garganta que aparece na despedida.
Ao "volta depressa!"
Ao "volta bem..."
Ao que deixamos para trás!
Mas sobretudo à Aventura!
Aos "Descobrimentos" do Sec XXI.
A tudo isso, e a muito mais que iremos encontrar!

Cá estaremos para contar, com fotografias e esperemos que com muitas linhas.
Até já!
Até dia 30

ZapporssoN_81

...

1h16
Paro, penso e reflicto…
Como foi o outro? Agora que olho para trás parece que foi tudo tão fácil!

Faço um pouco de zoom…
Primeira noite: os comboios portugueses são tão maus!
Roma: atrofios por ninharias…
Amesterdão: já esgotei o orçamento de hoje!

Mas depois…
Aushwitz: um silêncio ensurdecedor…
Praga: que cidade!
Pompeia: como é possível?
Primeira noite em Paris: mais de 3h de conversa
Recordar histórias: risos e mais risos.

Fazendo um balanço rápido do primeiro interrail: que grande viagem, grandes laços reforçados, a melhor viagem da minha vida até hoje!
Parto daqui a 14h30 para o segundo na esperança de que seja ainda melhor que o primeiro tendo como expectativas o companheirismo, viagem, turismo, anti-turismo, reflexão, partilha, gargalhadas, anhanços… uma mala vazia para encher!
E fazendo uma última antevisão, cito o grande Pessoa:
“O valor das coisas não está no tempo que duram, mas na intensidade com que acontecem! Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Despeço-me assim da vida que me rodeia e que fica suspensa durante estes 22 dias de viagem!

Cephas84Zoth