Esta canção nem estava para figurar no 1º Cd dos Silence 4. Era mais um dos originais composto pelo David Fonseca (quando tinha 18 anos), e que quando foi mostrado ao resto do grupo, sofreu as piores reacções da parte de todos os outros elementos. Já quando o grupo e a Editora estavam para fechar o alinhamento do CD, o David, fez mais uma vez pressão, e não admitiu que o CD fosse lançado sem a "Angel Song". Depois viu-se o que foi...
Escorrega apressadamente por entre um cano musculado que o conduz garganta abaixo, quente, quase escaldante, até que grita num estômago adormecido. Calor hipertónico, que por gradiente, se vai dissipando até à mais longínqua célula deste corpo vencido por vícios antigos.
8h00
Pupilas dilatadas...
Bala - Montra(Para ser perfeita só podia ser em Português)
Parto para cima de ti, rasgado, coberto por um lençol de sangue manchado pela tua ausência. Atração fatal, para fora de mim, longe de tudo o que ao perto me sufoca tranquilamente.
Leve brisa, ordeira e assertiva, que aos poucos vai acamando esta revolta estratificada...
O guitarrista que naquela altura tocava sozinho num momento só seu, senta-se no lado direito do palco enquanto do lado oposto o Eddie o acompanha... Agora já com o cigarro preso por entre dois lábios, olha para toda aquela multidão de gente à sua frente de braços levantados e com olhos de expectativa. Expectativa que aquele momento não acabasse. Esse acaba por ser claramente o momento de consagração e realização pessoal de cada um dos que ali estavam, sentados, como dois miúdos a baloiçar as suas pernas suspensas.
Tinham decidido deixar Portugal há cerca de 20 dias atrás. Aquela seria provavelmente a última viagem livre de horários, responsabilidades, banhos diários e refeições decentes. A ideia seria explorar a costa Italiana exaustivamente, de um modo bem nómada. Sem muito dinheiro, sem hotéis, sem gillettes ou destinos marcados. Apenas uma mochila, uma guitarra, uma tenda e algumas latas de atum a juntar a uma peça de fruta e pão fresco das povoações por onde passavam. O final da viagem aproximava-se, mas o pensamento deles estava bem longe disso. Já caminhavam à cerca de 40 minutos, com uma mochila às costas que começava a deixar as suas marcas, até que se decidiram por um lugar para acampar naquela noite. Era um pequeno planalto, sobre um penhasco com vista para o mar mediterrâneo e um sol vagaroso que se deitava no horizonte. Entre duas velhas auto-caravanas, aparentemente uma Alemã e outra Australiana e o olhar atendo de um Pastor Alemão, montaram as suas três minúsculas tendas. Quando já tinham completado a instalação, aperceberam-se do aproximar de dois rapazes e uma rapariga. Cada um deles de prancha na mão e fato de surf despido a meia cintura. Pouco se passou para que partilhassem o jantar junto a uma fogueira de lume brando. Aquela, seria sem dúvida a melhor refeição do mês. Um posta de peixe e uma colher de arroz colado para cada um, temperado por um calor nocturno exagerado e sem o mínimo rasgo de vento que arrepiasse raciocínio. Ali ficaram horas na conversa num Inglês arranhado, até que um deles, o Australiano pegasse na guitarra e gravasse para sempre aquele momento. Chamava-se John... e na altura já tinha aquela farta Rasta, bem à imagem da sua mulher. Dizia que queria mostrar a sua música ao mundo, que estava era apenas à espera da oportunidade certa. Os outros, os forasteiros, um pouco renitentes, calaram-se e deixaram-no tocar. Tocou e continuou a tocar, sem nunca mostrar o mínimo sinal de cansaço. Dizia que era coisa de Australiano, com tanta convicção, que os outros quase acreditaram. Assim ficaram até quase de madrugada, quando estenderam dois cobertores no chão e os cinco ali se deixaram adormecer. Sem mantas nem pijamas, sem frio nem calor, sem fome nem com dinheiro. Adormeceram porque apetecia e acordaram quando aconteceu. As tendas apenas ali ficaram naquela noite, mas apenas essa bastou para que aprendessem o verdadeiro significado da vida. Ao contrário do que os intrusos pensavam, havia quem a vivesse, mesmo! E eles viveram-na, por uma noite, imediatamente antes de apanhar o avião de volta ao seu País e voltar a olhar a vida apenas de passagem, como todos os outros à sua volta, que apenas passavam por ela.
Porque é que todas as decisões que tomamos têm que ser ponderadas? Porque é que perguntamos tantas vezes, porque dizemos que não sabemos e exigimos que os outro saibam? Será assim tão mau ser puto de vez em quando? Será assim tão mau não pensar, não perguntar?
Para aqueles que aqui vêm hoje e amanhã, aqui fica um pequeno apontamento. Esta é para mim, sem qualquer sombra de dúvida, a minha música de Natal preferida. Não sei se será por estar associada à minha memória de 13 anos e perigosamente juntando a isso, o pequeno pormenor de ser cantada pela Mariah Carey. O que é um facto é que fala do que realmente importa no natal... as pessoas! Eu como prenda de Natal, vou procurar dar um pouco mais de mim às pessoas, mais tempo. Será difícil, mas vou tentar...
Sem mais demoras e conversa fiada... um Feliz Natal a todos e muito obrigado por se lembrarem de nós (3m2) neste dia;)
Eles aqui estão num registo bem diferente do que estamos habituados. Um diferente claramente melhor, mais vincado, personalizado, mas que acima de tudo, permite um tal achatamento de pensamentos distorcidos, que histericamente nos tranquiliza.
Sem qualquer tipo de dúvida, para mim, uma das melhores bandas que por aí anda... A questão que se coloca, é: Foo Fighters, para quando Portugal?
Esta foi, é e sempre será, uma das músicas da minha vida. Não vou dizer o que me lembra, quem me lembra, como me lembra, porque me lembra, nem onde me lembra... mas se há músicas que lembram alguma coisa... Esta é uma delas!
Hoje, se me perguntassem para onde queria viajar, seria para lá. Para aqueles anos de dias largos e dias de estações a sério. Lembro-me das vezes que rebobinava a cassete para ouvir esta música. Lembro-me que eu não conseguia decorar quem a cantava, tinha um nome difícil, mas da música, não me esqueci. Anos 90, hoje.
Começa hoje nova corrida aos tão preciosos bilhetes para o 2 concerto que os U2 irão dar em Portugal. Eu queria ser como uma pessoa normal, que vai aos locais de venda de bilhetes habituais e ordeiramente compra o bilhete, mas por detrás desta organização há notoriamente interesses que alegadamente transportam mais de metade dos bilhetes para um site on line... Vai uma aposta como amanhã pelas 10h00 será impossível aceder ao tal site? E os bilhetes, para onde vão?
Não posso deixar de assinalar os 25 anos de um grande programa de rádio! Oceano Pacífico. Muitas foram as noites em véspera de exame em que sintonizava aqueles 93.2 FM.
Depois das 22h00, sempre depois das 22h00. Lembro-me que apenas depois desta hora é que me conseguia concentrar, a sério!
Lá ao fundo... longe, bem mais longe. Queima o sol aquilo que nao gelou a caminho da tua, lua. Pensamentos, lentos, que caminham como pregos soltos, enferrujados e mentirosos de tão pouco sentir. Sentir, chegará a algo mais do que um reflexo? Complexo e obsceno, preso a uma sociedade de obrigações? Obriguem-me! Prendam-me e compliquem-me. Embrulhem-me nessas cordas de ideais prensados. Prensem-me... Prensem-me a mente! Agrafem-me a essa sociedade emergente que tanto teimo em deixar fugir.
...It's not about anything, anyone at all It's just that now I feel so small in the heart of the world...
Tenho saudades! Saudades de uma janela fechada e da possibilidade de a abrir. Vento fresco na cara. Saudades de me sentir livre de um pensamento fechado, quase tantas até como de uma oportunidade solta. Aquelas que surgem sem darmos por isso. Sorrateiras. De ombros descaídos e responsabilidades lavadas. Saudades de um "mim" que já experimentei, a espaços.
"MIM"
Aquele que se lê de trás para a frente.
O oposto indefinido, de um livre cansado, monótono obrigado. Sem fronteiras para o ser, onde apenas se é! Respirar, apenas.