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30 de abril de 2007

Agora e para sempre, quem sabe eternamente!


(Passaram sete meses e uns dias desde a ultima vez que vos escrevia qualquer coisa do Eagler… hoje senti necessidade de o fazer renascer! Peguei então n’O Caderno onde encontrei um esboço antigo da continuação da história que vos tinha andado a escrever e... depois de uma ou outra alteração aqui têm o resultado final!)

Tinha passado mais de meio ano desde a última vez que nos tínhamos visto e os teus olhos continuavam aqui!
Aquele mar verde onde parecia que tinha caído apenas uma gota castanha, continuava a olhar para mim como naquele momento.
Depois daquele dia era mais que certo que a Silux tinha deixado de existir.
No entanto e apesar de depois disso ainda ter havido uma ou outra “Silux” eu via essas viagens como que uma recolha de pequenos fragmentos de informação, que permitiriam um dia completar o mapa da Grande viagem, essa sim que seria contigo…
Muitas vezes dava comigo a pensar porque não tinha dado certo?
O que nos tinha impedido…
Teria-te desapontado ou não teria dado o verdadeiro valor que na realidade tinhas tido para mim?
Sentia que tinhas retirado a minha alma de dentro da noite, que tinhas iluminado o meu espírito, que tinhas tocado o meu coração, que tinha compartilhado sonhos contigo...
Mas assim que acordava via que era apenas um sonhador e tu não tinhas agarrado os meus sonhos.
Tinha-te visto chorar, sorrir, vi-te dormir por momentos, imaginei-me pai dos teus filhos, senti os teus medos sem que sentisses os meus.
No meu rosto agora corre agora uma lágrima, talvez não seja uma lágrima de derrota mas sim uma lágrima de esperança para que te possa ter ao meu lado.
No fim apenas ficam imagens, seguro as tuas mãos nas minhas e penso...
…adeus, até quando quiseres!

26 de setembro de 2006

A certeza da indefinição…

…entras-te e tudo à volta parou! Os nossos olhares cruzaram-se momentaneamente e deixou de existir o bar, deixaram de existir as pessoas, deixou de existir a Silux.
Naquela fracção de segundo parecia só existir eu e tu, até que ouvi a Silux dizer:
― Eagler, Eagler que tens?
Ainda meio atordoado com a impossibilidade concretizada do acontecimento, respondi:
― Nada, ‘tou apenas mal disposto…!
Quando olhei de novo para ti pareceu-me ver uma lágrima a balançar na pálpebra à espera que lhe desses ordem para cair…
Não, não podia ser. Ou se fosse não seria certamente pelo que eu queria que fosse. Ou seria? Não… ainda me lembrava de como tinha sido a nossa única abordagem!
A noite acabou ainda mais rápido do que seria de esperar com a Silux a ficar em casa sem perceber a minha mudança de atitude repentina.
Agora tinha a certeza que ela não era definitivamente o abrigo que eu queria para a minha dor. Não a podia usar como um mero guarda-chuva para a tempestade que caía sobre mim…
Na cama já só esperava o dia de amanhã… no fundo não sabia se devia ter de novo esperança ou se tinha perdido para sempre!
Tentei dormir…
Fechava e abria os olhos e só me conseguia lembrar daquele momento…
Levante-me, fui á cozinha, bebi um copo de água.
Deitei-me de novo…
O momento parecia não querer sair da minha cabeça.
Os teus olhos verdes continuavam a olhar para mim como naquele momento…

11 de abril de 2006

Um novo caminho?...


Tinham passado cerca de quatro meses desde o acontecimento perturbador que passei contigo. Depois do sucedido, o Riverson e o Brobbery fartaram-se de me tentar chamar à razão, queriam que partisse para outra. Eu, teimoso como sempre, tinha insistido na ideia até que… numa festa, conhecemos um grupo de raparigas!
Na altura não tinha sequer dado importância, mas com o passar do tempo e com a insistência constante de conversas e convites, tinha aceite sair com a Silux.
Como é que eu encarava esta possível relação?
Não sei bem, Tu continuavas a ser Tu!
Este até podia ser um novo caminho a trilhar, podia-se tornar num atalho para voltar ao caminho certo da estrada da felicidade. Talvez este atalho fizesse com que eu contornasse todos os problemas que a tua presença provocava em mim. No entanto, fazer a Silux passar aquilo que tu me estavas a fazer passar não pertencia aos meus planos.
Depois de muitas palavras correrem, muita insistência para me libertar, de várias partes (Brobbery, se der mau resultado…) a Silux começou a ser a droga que fui ingerindo para me libertar da ansiedade que me atacava o peito cada vez que te via e me oprimia, como se tivesse presos todos os movimentos numa camisa de forças, deixando-me por fim sem energia para quebrar as correntes que me prendiam ao teu cais.
Foi assim, que ela começou a ser a capa que vesti a partir daqui, para esconder os meus sentimentos em relação a ti!
Vivia então numa ilusão, a ilusão de que assim estaria protegido do mundo e que esta era a droga que quebrava o feitiço que me prendia a ti.
Certo dia, estávamos a tomar um café, num lugar recatado da cidade, quando entras-te…

8 de dezembro de 2005

Mais uma vez… tu!

Que figura de parvo senti depois daquele momento. Porque é que eu te ouvi Riverson? Que erro, ter ido ter com ela e que sentimentos estranhos brotaram naquele momento.
Primeiro pensei que tivesses ficado feliz com a minha presença. Vi no teu rosto, nos teus olhos, nos teus lábios uma expressão de satisfação por teres alguém que te apoiasse. Mas depois, quando me sento e tu levantas logo de seguida e vais embora, sem sequer dizeres uma palavra, sem esboçares um sorriso, talvez quem sabe com uma grande perturbação por eu me ter intrometido.
Ah que sentimento de frustração! Porque é que não foste mais comunicativa?
Talvez fosse preferível que te tivesses passado e me dissesses que me estava a meter onde não era chamado! Que não precisavas de mim para nada! Que era apenas um conhecido armado em parvo e que não querias que passasse disso…
E eu? Quem diria que ia ficar preso a ti?
Até aqui tinha sido como um pássaro. Livre, a voar de ramo em ramo. Mas, teria eu finalmente encontrado o ramo da minha vida?
Serias tu o ramo da minha vida?
Ou talvez fosses uma árvore completa, frondosa de beleza e que irradiava uma luz que me cegava completamente não me deixando ver o que estava mesmo à minha frente.
Eu, se alguma vez fosses mais alguma coisa do que eras neste momento, nunca deixaria que fosses mais uma daquelas fontes de jardim onde se pára apenas para beber um pouco de água e se continua a andar sem sequer ligar ao que nos dá de beber, sem sequer dar uma pequena atenção, sem sequer fazer um pequeno gesto em jeito de despedida.
Neste momento, o que queria estava certo na minha cabeça.
Queria que fosses minha! Queria que fosses mais! Queria poder abraçar-te, sentir o calor da tua respiração perto de mim, tocar na tua pele de veludo! Queria que fosses a minha Lua cheia! Queria que fosses a única coisa a brilhar intensamente no meio da escuridão da noite que era a minha vida…

21 de novembro de 2005

Mais um erro...

Ainda não acreditava! Ele tinha vindo ter comigo…
Ah como tinha sido bom esse momento!
Coisas de raparigas que nos fazem ser mais frágeis em certos momentos.
Na realidade já nem me lembro porque estava a chorar… Teria sido pela ausência da minha família, a zanga com a Sincat, minha melhor amiga ou a tua ausência no meu ser?
Na realidade tudo isso deixou de ser importante naquele momento. A partir do momento em que te vi a vir para mim o tempo parou. Pensei que estivesse a sonhar.
Conseguia sentir, cheirar, tocar, ver todos os pormenores daquele momento parecia que passavam em câmara lenta. Aí, senti logo que este ficaria para sempre gravado na minha memória.
Estavas estranho, nervoso talvez. Mas… nervoso porque?
Lá estava eu a inventar outra vez na tentativa de me fazer sentir melhor, na tentativa de me fazer acreditar que ainda podia ter esperança em relação a ti.
Chegaste!
Sentaste-te e não disseste uma palavra sequer. No entanto a tua presença emanava confiança e bem-estar e… naquele momento, isso bastava.
Envergonhada, olhei para ti e cometi mais um dos muitos erros da minha vida. Abandonei-te ali!
Tu, que me tinhas ido apoiar sem sequer me conheceres, sem sequer saberes o porquê.
Sinceramente não sei o que ficaste a pensar, mas não aguentava mais a pressão de te ter a meu lado sem te poder beijar…

12 de novembro de 2005

Tantas perguntas...

(Esta é mais uma passagem de transição e se é de transição quer dizer que… CERTO!!! Tem continuação! Agora vou-me deixar de rimas que o poeta é o Zap e aqui vai…)

Olhei! Ela estava a chorar. Riverson disse:
“Ei, estás armado em quê? É a tua oportunidade!”
Ah mentira, nunca fui um consolador. Frio, distante e sem saber o que dizer em situações destas. Ele sim, tinha esse dom, mas… não podemos ser todos iguais.
Que fazer nestas situações? E como consolar uma pessoa quando nem nós sabemos como nos consolar?
Alguém me disse um dia: “Um gesto, a simples presença numa situação de fragilidade basta!”
Mas será que corresponde á realidade?
Quando tudo é diferente do que sentimos, pensamos ou sonhamos da vida, o que fazer?
Não será o que sonhamos apenas uma visão errada do que deve ser a vida?
Então porque é que só assim conseguimos ser felizes?
Tantos “mas”, tantos “porquês”, tantos “ses”, tantas perguntas nesta vida sem respostas. Ah, como anseio por ter respostas a tantos dos meus porquês. Como gostaria de te ter a meu lado e debater contigo os meus problemas, os teus problemas que não seriam depois mais do que os nossos problemas. E então, ai sim, juntos e com muito mais força caminharíamos lado a lado para os enfrentar.
Fui ter contigo…

6 de novembro de 2005

Pensamentos

(Antes de mais os meu agradecimentos a todos os que, com o seu comentário, me obrigaram a voltar a pegar na caneta para escrever. Para os verdadeiros apaixonados por esta leitura (se é que os há!) desta vez há promessa. A história já tem continuação!)

“O que será que ele pensa de mim? Olha para mim e fala-me com tanta indiferença… será que algum dia vou ter coragem de lhe dizer o que sinto por ele?”.
Era mais uma das muitas aulas, no dia complicado de aluna universitária de Navaril. E a acompanhar mais um dos pensamentos sobre o que lhe enchia a cabeça nos últimos tempos.
“Ele”, o Senhor da intimidade dos seus pensamentos, a estudar na mm escola! Tinham-se conhecido naquela festa, onde ele e os seus dois amigos vieram ter com ela e lhe perguntaram o que fazia por aquelas bandas.
Mas que forma tão estranha de abordar uma pessoa!
E ela o que fez? Encolheu-se, corou e… ah que vergonha pensar de novo naquele momento. Não tinha conseguido articular sequer um palavra. E que ar de gozo que tinham quando vieram ter com ela, esse ar que ainda hoje a destroçava.
No entanto, já antes desse embaraçoso momento, os seus olhos se tinha encontrado com os do “eleito”… Já ela tinha viajado por todos os seus sonhos mais românticos com ele ao seu lado na linha de fronteira entre a atracção momentânea e o amor.
Sim! Tinha sido agarrada nesse anzol da paixão.
Já depois de ter passado esse momento, ainda continuava agarrada, ainda não se tinha conseguido libertar e… sinceramente, não queria mesmo, que este anzol a libertasse!

5 de outubro de 2005

Tu...

(Apesar da demora, a pedido de algumas famílias a história continua. Mas fica o aviso, mais uma vez é sem a promessa de continuar!)
Trrriiimmmm
Mais um dia começa com o som do despertador…
Confusão da manhã, tudo a acordar, tudo a despachar! Sai um atrás do outro quase não se trocam palavras, pego no meu “caderno” e vou para a escola.
Na verdade chamo-lhe “caderno”. Talvez aos olhos de outra pessoa seja lixo mas… Que nome posso chamar a um monte de folhas agrafadas com páginas cheias de rabiscos e “gatafunhos” que só eu consigo perceber? Talvez ainda não o tenha deitado fora por uma simples razão: tem o teu nome.
Já estou a chegar á escola e ainda só disse “Bom dia!”.
Estás a chegar ao mesmo tempo… quem mais poderia ser? Será que se fosse outra pessoa eu tinha reparado?
Já me chateia esta minha obsessão e ainda por cima faz-me sentir um cobarde! Dói-me ver-te, não te ter, mas não tenho coragem para ir ter contigo. Mas porquê este receio todo? No fundo eu mal devo existir para ti, como é que posso ou não saber se ias gostar de mim? Limitamo-nos a trocar um “olá tudo bem?” quando nos vemos e são essas outra vez as minhas palavras! Estavas sozinha podia ter aproveitado… estávamos!
Chegou o teu colega, amigo ou … que anda sempre contigo. Deve ser só teu amigo eu é que estou em mais um dos meus ataques de ciúmes. Mas o certo e que o meu coração murcha como uma flor com a geada cada vez que te vejo com ele.
Para não facilitar as aulas estão uma seca. Só tretas ninguém liga.
O Riverson, meu colega de carteira e amigo, que por sinal tem um sentido de humor apuradíssimo para a parvoíce, não diz coisa com coisa hoje. Bah, como deixar de pensar em ti?
Claro que ele está farto de me chamar maluco. “Como é que é possível, tantas raparigas bonitas atrás de ti e gostas de uma com quem mal falas….” Mais uma vez me sinto um cobarde… porque é que não tenho coragem de meter as mãos a apanhar o que cai do céu? Será por vir muito rápido? Devo gostar de sofrer diz ele mais uma vez.
Ah como seria fácil se pudéssemos escolher e só déssemos amor aos que nos correspondem. Mas que valor teria esse amor? Não seria depois um simples empréstimo?
Na verdade sonho apenas com o momento em que poderei estar contigo. Abraçar-te, sentir-te, tocar-te! Ter-te só para mim e depois poder guarda-lo para sempre no meu coração...

9 de maio de 2005

Serás tu?

(A partir de hoje vou começar mais um espaço no nosso blog onde possa colocar os meus esquissos… a ideia é desenvolver uma história contínua, mas nem prometo que o faça nem que seja breve na continuação! Cumprimentos aos leitores do 3M² Project.)

Sentei-me… olhei para o céu, estava lindo. Os pássaros voavam de um lado para o outro numa dança reconfortante, o Sol recortado por uma faixa laranja anunciava que o pôr do sol estava para breve. Pensei em ti…
Serias tu a tal? O tesouro que procurava há anos, a pessoa com quem podia partilhar e viver os sonhos? Ou serias apenas mais um daqueles pequenos devaneios, daquelas partidas que os sentimentos estavam a provocar mais uma vez em mim? Estava cansado… tantos sentimentos vividos de força intensa e nada! Ainda nenhum resultado positivo!
Lembrei-me então da vida… tudo o que tinha vivido até aqui, como é que o podia classificar? Será que podia dizer que o destino tinha sido mau para mim? Então e as pessoas que nascem sem lar, sem ninguém que lhes dá atenção, ninguém em quem podem confiar e desabafar os seus problemas, partilhar os seus medos e sentimentos. Sem alguém que lhes dê carinho nos momentos difíceis e os enalteça nos bons momentos. Eu tinha tudo isso! Mas e então poderia afirmar que tinha sido tudo bom? Bem, para quem é né? É complicado criticar o passado quando até vivemos comodamente, rodeados de pessoas que nos querem bem. Mas falta sempre qualquer coisa, ou talvez não. Afinal até gostava do silêncio e da solidão…
De repente começo a ouvir:
- Eagler, não vens jantar?
Não podia acreditar! Acordei do meu êxtase. Era a minha mãe a chamar pelo que dizia pela terceira ou quarta vez.
Mais um dia estava a terminar e ainda não tinha feito tudo o combinado para o trabalho que andava a fazer… tinha sido mais um daqueles dias que passam e não se dá conta e mais uma vez por tua causa.