
Penso que descobri o cerne da questão.
Não se resume apenas às mulheres e às casas de banho, mas sim às mulheres e ao facto pelo qual, nunca vão sozinhas à casa de banho.
Tudo começa na escola primária. Nessa que é a primeira prova de fogo no que remete ao contacto com o mundo exterior e o processo de socialização.
Elas, sem se darem conta do fenómeno, de repente apercebem-se que esse é o único local seguro e livre dos seus maiores inimigos, (nesta idade os rapazes).
Falam dos pipis e das mamas, dos tótós e dos sapatos com atacadores e aos poucos vão integrando o que acabará por se tornar no mais complexo e desconhecido processo que acompanhará sempre a guerra e intriga entre sexos.
Mais tarde vem a discussão sobre os soutiens, os cabelos, as saias, os rapazes mais giros, o que eles fazem para as tentar conquistar, e o que elas fazem para que isso seja dificultado, ou se for de encontro à vontade delas, para que seja facilitado.
A casa de banho torna-se então num manual facilitador do trato com o sexo oposto, o masculino. Lá são sempre elas, apenas elas e sobre elas. Claro está que tudo isto poderá vir a ser negado, mas decerto modo é assim que funciona, porque eu sei!
Teci uma elaborada teoria da conspiração, com base em todas as memórias que me restam nestes anos em que me questionei da utilidade da casa de banho para as mulheres, e o facto pelo qual elas a utilizam sempre aos pares.
É assim que as miúdas se tornam raparigas e que as raparigas se tornam mulheres, e será sem dúvida com estas mulheres, que os rapazes se tornarão homens.
Embora oculto, e sempre questionável pela parte dos homens, e inconsciente da parte das mulheres, diria que este é um ciclo vicioso, numa simbiose impossível de melhorar.
- Aceitam-se novas teorias... se é que as há