26 de novembro de 2005

Foo Fighters – In Your Honor

Acho que se torna imperativo falar deste CD lançado pelos Foo Fighters. Para muitos será sempre um desconhecido, tenho plena consciência disso, não sei bem se pela falta de promoção, ou se pela incorrecta divulgação do seu conteúdo. Eu simplesmente considero que este CD, vale a pena, porque tem o poder de nos fazer voar através da música, algo que só é conseguido por sequências de acordes muito especiais.
Os Foo Fighters esmeraram-se, eles próprios o admitem e consideram-no como o mais completo trabalho que realizaram até hoje.
Trata-se então de um CD duplo, sendo que uma parte é inteiramente dedicada ao Rock puro e duro, enquanto que a outra é uma reunião de musicas que tocam e que nos tocam bem fundo, todas elas em formato unplugged, que roçam a perfeição.
Aconselho em tom de obrigação, que oiçam o formato unplugged, uma, duas três...as vezes que for necessário, até não conseguirem estar um dia sem ouvir um dos melhor CD´s lançado em 2005.
Oiçam...aposto que não se vão arrepender!
Classificação: 5 estrelas

21 de novembro de 2005

Mais um erro...

Ainda não acreditava! Ele tinha vindo ter comigo…
Ah como tinha sido bom esse momento!
Coisas de raparigas que nos fazem ser mais frágeis em certos momentos.
Na realidade já nem me lembro porque estava a chorar… Teria sido pela ausência da minha família, a zanga com a Sincat, minha melhor amiga ou a tua ausência no meu ser?
Na realidade tudo isso deixou de ser importante naquele momento. A partir do momento em que te vi a vir para mim o tempo parou. Pensei que estivesse a sonhar.
Conseguia sentir, cheirar, tocar, ver todos os pormenores daquele momento parecia que passavam em câmara lenta. Aí, senti logo que este ficaria para sempre gravado na minha memória.
Estavas estranho, nervoso talvez. Mas… nervoso porque?
Lá estava eu a inventar outra vez na tentativa de me fazer sentir melhor, na tentativa de me fazer acreditar que ainda podia ter esperança em relação a ti.
Chegaste!
Sentaste-te e não disseste uma palavra sequer. No entanto a tua presença emanava confiança e bem-estar e… naquele momento, isso bastava.
Envergonhada, olhei para ti e cometi mais um dos muitos erros da minha vida. Abandonei-te ali!
Tu, que me tinhas ido apoiar sem sequer me conheceres, sem sequer saberes o porquê.
Sinceramente não sei o que ficaste a pensar, mas não aguentava mais a pressão de te ter a meu lado sem te poder beijar…

20 de novembro de 2005

A resposta está incompleta

O sino da Igreja tocava as 10 horas, e eu trocava respostas monossilábicas com o padre. Ele perguntou-me porque é que tinha aquela cara...parecia tão triste num dia tão alegre. Eu em desespero, dizia que era dos nervos, mas no fundo sabia para onde apontava o meu coração...
Na segunda fila da esquerda, lá estava a vizinha da Marta, que por acaso era também a sua melhor amiga desde os cinco anos. A sua vulgaridade, a meu ver sempre foi a sua melhor arma e não sei porquê, se havia alguém com quem eu gostava de rir, era com ela.
Mais uma vez, fiz um rápido zapping pelos convidados em ambas as filas de bancos, e mais uma vez ela agarrou o meu olhar por segundos...
As portas abriram-se e ela lá vinha, linda, com aquele branco puro que ofuscava os meus olhos.
Chegou-se a hora da confirmação. Eu, como até aqui, fui arrastado pelo vento, e as velas apontaram o caminho do sim, sem sequer pedirem autorização ao vento do “Pacífico”. Não sei porquê, ainda tinha esperança que tu te opusesses quando te fizessem a tal pergunta.
Esse momento chegou, o padre perguntava então para a assembleia, se havia alguém dentro dos presentes que se opunha a esta união...
Eu como que em desespero, olhei para a segunda fila da esquerda, na esperança de ouvir o que agora, sabia que não ias dizer.
O pastor das minhas lágrimas, deixou fugir do rebanho aquela mais verdadeira e angustiante. Bem sei que era apenas uma, mas sem duvida a mais salgada que algum dia me iria correr pelo rosto. A partir do dia em que a Marta nos apresentou, tanto eu como tu soubemos que ali havia algo mais que amizade, mas simplesmente nos recusávamos a aceitar o que à vista de todos era obvio.
A lágrima deslizou lentamente para o canto dos meus lábios, e eu secamente provei o Teu sabor. Aos olhos de todos era a minha felicidade que ali estava estampada, mas aos olhos da Sandra era a confirmação do meu erro, e a razão do meu envelhecimento!
Calei-me, como sempre fiz até ali.
Calei-me como me iria calar daí a dois anos enquanto conduzia e olhava o céu na procura de um barco comandado pelo Capitão Gancho... No rádio tocava uma musica de uma Boy´s Band...e já não sei bem porquê, a única palavra que eu teimava em escutar era: “incomplete”

12 de novembro de 2005

Tantas perguntas...

(Esta é mais uma passagem de transição e se é de transição quer dizer que… CERTO!!! Tem continuação! Agora vou-me deixar de rimas que o poeta é o Zap e aqui vai…)

Olhei! Ela estava a chorar. Riverson disse:
“Ei, estás armado em quê? É a tua oportunidade!”
Ah mentira, nunca fui um consolador. Frio, distante e sem saber o que dizer em situações destas. Ele sim, tinha esse dom, mas… não podemos ser todos iguais.
Que fazer nestas situações? E como consolar uma pessoa quando nem nós sabemos como nos consolar?
Alguém me disse um dia: “Um gesto, a simples presença numa situação de fragilidade basta!”
Mas será que corresponde á realidade?
Quando tudo é diferente do que sentimos, pensamos ou sonhamos da vida, o que fazer?
Não será o que sonhamos apenas uma visão errada do que deve ser a vida?
Então porque é que só assim conseguimos ser felizes?
Tantos “mas”, tantos “porquês”, tantos “ses”, tantas perguntas nesta vida sem respostas. Ah, como anseio por ter respostas a tantos dos meus porquês. Como gostaria de te ter a meu lado e debater contigo os meus problemas, os teus problemas que não seriam depois mais do que os nossos problemas. E então, ai sim, juntos e com muito mais força caminharíamos lado a lado para os enfrentar.
Fui ter contigo…

6 de novembro de 2005

Pensamentos

(Antes de mais os meu agradecimentos a todos os que, com o seu comentário, me obrigaram a voltar a pegar na caneta para escrever. Para os verdadeiros apaixonados por esta leitura (se é que os há!) desta vez há promessa. A história já tem continuação!)

“O que será que ele pensa de mim? Olha para mim e fala-me com tanta indiferença… será que algum dia vou ter coragem de lhe dizer o que sinto por ele?”.
Era mais uma das muitas aulas, no dia complicado de aluna universitária de Navaril. E a acompanhar mais um dos pensamentos sobre o que lhe enchia a cabeça nos últimos tempos.
“Ele”, o Senhor da intimidade dos seus pensamentos, a estudar na mm escola! Tinham-se conhecido naquela festa, onde ele e os seus dois amigos vieram ter com ela e lhe perguntaram o que fazia por aquelas bandas.
Mas que forma tão estranha de abordar uma pessoa!
E ela o que fez? Encolheu-se, corou e… ah que vergonha pensar de novo naquele momento. Não tinha conseguido articular sequer um palavra. E que ar de gozo que tinham quando vieram ter com ela, esse ar que ainda hoje a destroçava.
No entanto, já antes desse embaraçoso momento, os seus olhos se tinha encontrado com os do “eleito”… Já ela tinha viajado por todos os seus sonhos mais românticos com ele ao seu lado na linha de fronteira entre a atracção momentânea e o amor.
Sim! Tinha sido agarrada nesse anzol da paixão.
Já depois de ter passado esse momento, ainda continuava agarrada, ainda não se tinha conseguido libertar e… sinceramente, não queria mesmo, que este anzol a libertasse!

1 de novembro de 2005

Envelhecer a teu lado

Era apenas mais um dia, e este “raio” de sol, que todos os dias me acorda já começa a enervar. Volto-me para o lado e lá estás tu a dormir, com essa cara de ferro, que fazia sempre de mim um íman, fazia...talvez o problema fosse mesmo esse, afinal de contas basta olhar para a nossa galáxia e constatar como todos os planetas se dispõem harmoniosamente uns em torno dos outros, sem nunca se sufocarem. Custa-me a levantar, hoje mais que nos outros dias, começo então a descobrir que a realidade tem um peso que ignorava até agora. Enquanto faço a barba, apercebo-me que sem querer envelheci a teu lado, sempre pensei que não fossemos envelhecer... e tu sabes o que quero dizer com envelhecer. Para mim envelhecer é arrepender-me de ter tomado aquela decisão! Porquê, mas porque é que o coração se sobrepõe sempre à razão. Em puto, sempre me demarquei dos outros, por ser aquele que pensava três vezes antes de dizer que não, e contigo, não pensei uma única para dizer que sim. De volta à realidade, oiço o chorar da Joana, talvez proteste por saber que tem um pai que não a queria ter, pelo menos agora não... se eu pudesse pôr marcha atrás, e voltar àquele dia em que nem saí, nem fiquei, apenas estraguei...
Num carro de luxo, vamos para o baptizado do meu sobrinho. Aposto que ele não chora de manhã, pelo menos não chora como chora a Joana. A Marta vai ao meu lado e ainda não lhe dirigi a palavra. Conduzo e olho o céu.
À 20 anos, quando olhava para cima não tinha dificuldades em encontrar um elefante, ou um navio de piratas, até quase que jurava... Mãe, olha o Capitão Gancho! Agora só vejo nuvens...