5 de maio de 2010

Fim da linha? 2 de 6

Vamos chama-lo de Eagler!
Do outro lado da cidade ele tinha acabado de se levantar.
Há mais de uma semana que não saia de casa, não comia e não via a luz do Sol e tinha dificuldade em dormir mais de 30 minutos seguidos.
Tinha arrancado o telefone da ficha para não ter contacto com ninguém e já nem sequer ouvia os constantes toques na campainha.
Pouco se importava se era o carteiro, o vizinho ou o colega de trabalho. Quem ele queria que fosse não era certamente.
Há muito que tinha deixado de acreditar que esse contacto fosse possível, embora ainda se tivesse enganado durante uns tempos na esperança que, algum dia por milagre, este contacto acontecesse.
O que sentia não conseguia descrever.
Sabia que não estava a aguentar.
Sabia que tinha um nó de sentimentos no peito que teimava em não se mexer dali.