17 de fevereiro de 2009

Encontro...


Era mais um dia normal para toda a população de Haifa menos para um soldado a regressar da frente de batalha e para a mulher que ocupava os seus pensamentos desde que a conhecera.

Finalmente tinha chegado o dia de a voltar a ver!

Todo este tempo ele tinha-se esquivado de balas e bombardeamentos com a fé de a ver.

Ela mantinha-se na expectativa e o dia tinha chegado!

A entrega das armas tinha demorado mais do que o previsto e ele estugava o passo pela rua fora na esperança de que ela não estivesse naquele momento a pensar que ele já não apareceria.

Ela esperava por ele... o copo de plástico por onde bebia o sumo de laranja, estava já gasto de tantas mordidelas e apertões. Seria nervosismo?

Naquele momento ele pensava que nem sequer se tinha penteado...

Ao virar a esquina viu a esplanada do café onde tinham combinado, e parou.

Foram cinco segundos de hesitação que pareceram uma eternidade.

Seria mesmo aquilo que ele queria?

Estaria ele pronto para dar aquele passo?

Como ia reagir se o que esperava dela não fosse real?

Olhou para a montra do lado e ajeitou o cabelo desalinhado. Tinha tomado a decisão e ia em frente.

Quando já conseguia ver nitidamente a esplanada e a procurava pelo meio de turistas e cidadãos num momento de descontracção, soaram as sirenes...

Ao olhar para o lado ele viu o bunker que o podia salvar do bombardeamento iminente, mas seguiu em frente.

Tinha ido até ali, ia até ao fim! Tinha de a ver...

Lançou-se numa corrida desenfreada pelos metros que lhe faltavam.

A esplanada já não era o lugar pacífico de á momentos e tornava-se difícil de alcançar. Todos queriam a segurança dos bunkers individuais que existiam na rua.

.......

Depois do estrondo o silêncio!

Ela saía do bunker mesmo ao lado da esplanada para onde alguém insistira que entrasse e a empurrara. Havia corpos no chão!

Seria algum o dele?

Ainda meia zonza da explosão começou a procurar. Algo lhe dizia que ele estava ali.

Finalmente viu-o!

Era ele deitado no chão com uma poça de sangue á volta.

Não podia... não podia tudo acabar assim...

Pegou na mão dele ainda quente e ele abriu a muito custo os olhos!

- Dá-me só mais um sorriso! – conseguiu ela perceber já com as lágrimas incontroláveis a brotarem-lhe dos olhos.

A custo, ela sorriu e ele levou aquele sorriso com ele!

9 comentários:

Anónimo disse...

Arrepiante mas espectacular

Lua Escondida* disse...

Adorei, adorei!
Tão lindo =')

Catarina disse...

Lindo Lindo;)

M disse...

uau...:)

Anónimo disse...

Axo k p momentos me puseste nakela esplanada a observar aqueles dois, de tão bem k descreveste o momento...
bjxxx

Indecisa disse...

Maravilhoso texto!
Amei!

Lisete disse...

Muito bacano esse texto aí seu.

Anónimo disse...

Ao ler o texto, lembrei de todas as nossas lutas diárias e mesmo com elas não esquecemos jamais de quem oculpa um lugar especial em nosso coração.
Bjos de sua eterna miguxa brasuka Camila ;)

Anónimo disse...

Hm... não me lembro de ver um post dos vossos tão comentado como este Pedrinho! O meu cometário, o nono, é só mesmo para dizer isso LOL

Como sempre gostei do que está escrito, o tema da Segunda Guerra é sempre tocante, independentemente do ângulo em que é abordado.

Fico contente por terem tanta gente que "vos segue", é admirável.

Beijos.

CarMG