30 de abril de 2008
Música do dia: "Always"
Aos senhores que mandam no Rock in Rio:
Dia 31, teoricamente, cá estarão eles, num concerto que promete ficar na memória, principalmente daqueles que começaram a "ouvir" música com estes acordes em tom de fundo.
Um dia pedi à minha mãe cem ou duzentos escudos, já não me recordo bem, para comprar uma cassete de música regravavel. Tinha um amigo de um amigo que me gravava a cassete com as músicas dos Bon Jovi - Crossroads.
Devia ter uns treze anos. Agora treze anos depois, eles vêm cá e eu com muita pena minha não poderei ir assistir ao concerto de umas das bandas que mais me marcou na adolescência.
Neste sentido, fica aqui o pedido aos senhores donos, para passarem Bon Jovi para o dia 6 de Junho, afinal de contas é a melhor forma de terminar o festival.
Certo que irão atender ao meu desejo, agradeço a vossa atenção!
28 de abril de 2008
Um dia!

- A vida é feita de sinais!
- Pois… sinais que nem toda a gente tem o dom de compreender no momento certo. Perdem-se oportunidades únicas e depois… é tarde!
- Não há nada na vida que seja feito de uma única oportunidade… o que vale a pena volta a acontecer.
- Tens a certeza?
- Um dia conto-te umas historias…
- Um dia!
Banho de chuva...
22 de abril de 2008
18 de abril de 2008
Cartas cruzadas em datas idênticas
♀ - Olá!
♂ - Olá!
♀ - Espero que esteja tudo bem contigo.
♂ - Como tens passado?
♀ - Está a ser difícil passar estes dias sem ti,
♂ - Não está a ser nada fácil chegar à noite sem te ter,
♀ - Acordar sem te ver.
♂ - Adormecer sem te sentir.
♀ - Hoje não fui trabalhar, estou fechada em casa, não me atrevi a arrastar até ao consultório.
♂ - Na camarata todos à minha volta já dormem, está quente, e lá fora oiço os grilos, a meu ver os únicos com razão para comemorar.
♀ - Está um gelo e chove copiosamente lá fora, não consigo tirar este pijama... ainda tem o teu cheiro, ténue mas presente, não vejo outra forma de me sentir dentro de ti.
♂ - As coisas por aqui não têm sido fáceis, e menos fácil é escrever-te algo decente, desta vez decidi anotar apenas uma linha de pensamento, a única que tenho, a tua.
♀ - Lembro-me todos os dias da nossa primeira vez, de como tu ficas-te nervoso ao te aperceberes do quanto nervosa estava eu.
♂ - Tenho saudades da tua inocência, aqui no meio de tantos pecadores.
♀ - Nunca mais fui a mesma, nunca mais fui apenas eu...
♂ - Tenho medo, que não voltemos a ser nós dois. Tu nunca te amedontraste com os meus medos.
♀ - Não tenhas medo, contigo, nunca mais serei apenas eu!
♂ - Amanhã vamos para a selva, não podemos continuar mais tempo aqui nesta base.
♀ - Tenho algo para te contar...
♂ - Não sei como te hei-de explicar...
♀ - Passaram-se dois meses, agora tenho a certeza, estou de esperanças.
♂ - Começo a perder as esperanças nesta maldita guerra. Fui ontem informado que terei que cá continuar por mais dois anos.
♀ - Vai nascer em paz, connosco juntos outra vez, sei que será bonito como o pai.
♂ - As coisas estão feias e por vezes sinto-me impotente.
♀ - Já falta pouco,
♂ - Parece que falta tanto...
♀ - Leva-me contigo!
♂ - Mando-te um pouco de mim, quem me dera que fosse todo.
♀ - E guarda bem este papel, salgado que está de tantas saudades que ficam.
♂ - Por cá continuarei, insosso de ti, mas apurado de memória fresca.
♀ - Meus lábios assim. Quentes.
♂ - Como só eu senti, tu sabes.
15 de abril de 2008
Confissões Urbanas
Já se aperceberam bem da riqueza que é viajar de transportes públicos?
Não falo da questão económica, ou ambiental. Falo sim de sensação de pertença a uma sociedade, de fazer parte de um movimento citadino, urbano, com vida.
Não falo da questão económica, ou ambiental. Falo sim de sensação de pertença a uma sociedade, de fazer parte de um movimento citadino, urbano, com vida.

São 19h30. Entro na estação, cansado, e deixo-me levar pelas escadas rolantes.
À minha frente uma mulher desce as escadas desamparada, largando perna após perna nos degraus que se sucedem.
Precisa de falar com alguém, de dizer que estás a ter um daqueles dias, de alguém que a oiça.
Pega no telemóvel. Alguém atende. Mas ela desliga. Do outro lado não quiseram ouvir.
Deixa-se resvalar encostada à parede e desce assim o último lanço de escadas.
Eu cá de cima observo, vejo ser.
Já não há lugares sentados, e ela fica em pé pacientemente à espera do Metro.
Cheia de um olhar vazio, fixa o olhar no fundo do túnel à espera de algo, de alguém que a leve para uma outra paragem.
Poucos são os momentos em que apanhamos uma mulher de olhar indefeso e desarmado, este é um deles.
À minha volta ninguém repara. Dois ouvem mp3, outros três agarrados estão ao telemóvel, cinco lêem jornais de enchimento rápido, e um lê um livro. Ninguém fala.
Sei que muitos aqui olham, mas pergunto-me se alguém vê.
Eu vejo, vejo tudo.
A mim, aos outros, como os outros vêm os outros, e como os outros se vêm a eles nos vidros que no escuro dos túneis servem de espelhos. Uns fazem caretas, vincam a pele, piscam olhos e olham sorrateiramente para a menina bonita que está a frente deles.
Chego ao Cais do Sodré, e sou impulsionado por todo um movimento colectivo que carrega pressa.
Aposto que metade das pessoas que vão a andar depressa, apenas o fazem porque se deixam levar no ritmo.
Chegamos a adultos e apercebemo-nos que é cada vez mais é difícil parar. Acordar cedo, trabalhar, tomar um café com um amigo fechados num qualquer centro comercial, entrar no trânsito, ver o ponteiro da gasolina a descer, e os números na bomba de gasolina a subir. Seguir para casa, jantar a pressa, ver um pouco de TV ou gastar a nossa visão em frente a um ecrã de computador e dormir à pressa.
Todo este palavreado porquê?
Porque apetece parar!
Não peço para parar no tempo, peço apenas que tenha tempo para parar...
Como fazê-lo? A resposta está escrita nas paredes da mais rica estação do Metro de Lisboa: Parque - linha azul.
Só quem por lá passou percebe o que tento dizer...
14 de abril de 2008
Conquista

Dantes…
Éramos crianças, inocentes, amigos, crescemos juntos…
Agora…
Somos adolescentes, bons amigos como sempre, não tão próximos porque eu tenho os meus amigos e tu tens os teus…não curto muito a tua turma, mas por ti até sou capaz de tolerá-los…
No autocarro…
Sento-me sempre no banco de trás, para saber quando entras e fico pasmado a admirar o teu jeito de menina bonita…quando sais, analiso as tuas formas e observo o teu andar, que irradia classe…
Na escola…
Comento com os amigos como és linda mas guardo só pra mim o quanto te desejo, nos cadernos escrevo o teu nome vezes sem conta e os desenhos que faço, são todos a pensar em ti…
Na praia…
Coloco os óculos escuros para não te aperceberes que te olho…controlo todos os teus movimentos e espero pelo momento oportuno para te abordar, mas sou fraco e tu também não facilitas…
Nos sonhos…
Vejo-te nos meus braços, presa às correntes da minha paixão, cada toque é minucioso, és minha e eu sou teu, as palavras são cuidadosamente escolhidas para que realmente sintas o quanto és amada…
Na realidade…
És a fantasia que me domina, és a minha fonte de inspiração, és musa, rainha das letras e das palavras que saem da minha boca, detentora do meu peito poético e dona da mitologia do meu ser…
Na cama…
Dizes que me desejas e eu amo-te…de olhos vendados deito-te na cama, rodeada de velas e com uma rosa percorro todo o teu corpo, arrepiado, delicadamente. Música ambiente, cheiro os teus cabelos, sussurro palavras doces ao teu ouvido, beijo-te o pescoço e a minha mão escorrega do teu ombro para o teu seio perfeito, braço a tua língua com a minha e penetro todo o meu “sentimento” ousadamente na tua “mente”, de corpos suados adormecemos, juntos…a noite acabou…acordei mas não estás a meu lado…foi mais um sonho bom…
No baile de finalistas…
Ganhei coragem e declarei-me, o teu ar de tremenda surpresa fez-me crer que nem o momento nem o local era o mais oportuno. Mesmo assim, prossegui com o meu discurso e só parei quando reparei na lágrima que escorria do teu rosto…disseste que partirias para o mês seguinte, para estudar no estrangeiro…
À porta…
Chorei…fui embora…nunca mais te vi…
Continua…
Éramos crianças, inocentes, amigos, crescemos juntos…
Agora…
Somos adolescentes, bons amigos como sempre, não tão próximos porque eu tenho os meus amigos e tu tens os teus…não curto muito a tua turma, mas por ti até sou capaz de tolerá-los…
No autocarro…
Sento-me sempre no banco de trás, para saber quando entras e fico pasmado a admirar o teu jeito de menina bonita…quando sais, analiso as tuas formas e observo o teu andar, que irradia classe…
Na escola…
Comento com os amigos como és linda mas guardo só pra mim o quanto te desejo, nos cadernos escrevo o teu nome vezes sem conta e os desenhos que faço, são todos a pensar em ti…
Na praia…
Coloco os óculos escuros para não te aperceberes que te olho…controlo todos os teus movimentos e espero pelo momento oportuno para te abordar, mas sou fraco e tu também não facilitas…
Nos sonhos…
Vejo-te nos meus braços, presa às correntes da minha paixão, cada toque é minucioso, és minha e eu sou teu, as palavras são cuidadosamente escolhidas para que realmente sintas o quanto és amada…
Na realidade…
És a fantasia que me domina, és a minha fonte de inspiração, és musa, rainha das letras e das palavras que saem da minha boca, detentora do meu peito poético e dona da mitologia do meu ser…
Na cama…
Dizes que me desejas e eu amo-te…de olhos vendados deito-te na cama, rodeada de velas e com uma rosa percorro todo o teu corpo, arrepiado, delicadamente. Música ambiente, cheiro os teus cabelos, sussurro palavras doces ao teu ouvido, beijo-te o pescoço e a minha mão escorrega do teu ombro para o teu seio perfeito, braço a tua língua com a minha e penetro todo o meu “sentimento” ousadamente na tua “mente”, de corpos suados adormecemos, juntos…a noite acabou…acordei mas não estás a meu lado…foi mais um sonho bom…
No baile de finalistas…
Ganhei coragem e declarei-me, o teu ar de tremenda surpresa fez-me crer que nem o momento nem o local era o mais oportuno. Mesmo assim, prossegui com o meu discurso e só parei quando reparei na lágrima que escorria do teu rosto…disseste que partirias para o mês seguinte, para estudar no estrangeiro…
À porta…
Chorei…fui embora…nunca mais te vi…
Continua…
11 de abril de 2008
Dirty Dancing
6 de abril de 2008
2 de abril de 2008
1 de abril de 2008
Música do dia: Everything
Um dia falaste-me dele. Na altura não liguei muito, gostava de ouvir.. apenas.
Tu dantes costumavas aqui vir, e falavas comigo de todos os textos que aqui colocava, agora não sei, nunca mais te vi, não sei se estás bem, se estás mal, se estás feliz ou se ainda evitas ficar, se ainda te lembras ou se já fizes-te por esquecer, mas se estás a ler isto, esta é para ti.
Pode ser que um dia vejas este post.
Nunca te dediquei nada, para além de curtos momentos atulhados de espenças, que hoje vejo, na altura eram infundadas.
Só para que saibas que ainda me lembro...
Lembro-me que na altura nevava, eu andava de transportes públicos e os dias pareciam diferentes...
Pareciam mais claros.
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