31 de março de 2008

Um dia...





27 de março de 2008

Encontro de Enfermagem XIX

Aviso:

A todos aqueles que pretendem estar presentes nessa que será a maior concentração de Escolas de Enfermagem de todo o país.
Aproximam-se as manhãs quentes dentro da tenda, o levantar quando o barulho já é insuportável e o almoçar Chocapic.
As romarias em direcção à praia, e os regressos quando o relógio marca pôr-do-sol.
As filas nos chuveiros, os duches de água fria, os "aquecimentos" pré-jantar e as grandes jantaradas.
Os concertos, a parvoeira, os pulos, os carrinhos de choque, a cerveja e a cerveja.
As amizades expôntaneas, os gritos de Enfermagem, as Escolas e os Hospitais.
O regresso à tenda, as violas e os jambés, as panelas e as alvoradas.
Os mal humurados e os desesperados, os bem comportados e os momentaneamente excedidos, esquecidos talvez, muito provavelmente aquecidos.
As regras e a falta delas, as fronteiras e os passaportes de livre acesso, o querer e o deixar-se levar, o pensar e o boicote ao pensamento.
Os brindes e o espírito, a faculdade e a profissão.
Já falta pouco...

26 de março de 2008

Música do dia: Love song



Não que tenha alguém para dedicar a música.
Não é propriamente uma música que se dedique.
Não sei se o dia foi complicado ou se ainda vai complicar.
Não sei se me doi a cabeça ou os pensamentos.
Talvez não seja nada, e esse alguma coisa, seja tudo.
Hoje apenas me apetece ouvi-la!
Ouvir, sem atentar à letra.
Só o piano e a voz dela.
Aumentar o volume e ouvir outra vez...

Sara Bareilles

20 de março de 2008

Só mais uma manhã?!?!


Era mais um dia como tantos outros.
Acabou o turno da noite e saí já como o Sol a nascer!
Rotina desses dias, entro no carro, ligo o rádio e o volume viaja até eu não ouvir nada lá fora… Agora sou só eu e a minha música!
Já parado no trânsito da manhã olho para o lado e só vejo caras ensonadas. Abro a janela e sinto a brisa refrescante a beijar-me a cara. Será só mais uma estratégia para não adormecer ou é um prazer da vida que gosto de sentir?
Canto, grito, desafino, faço palhaçadas que provocam sorrisos matinais de quem acabou de acordar e não tem ainda energia para isso!
Quase a chegar a casa dou-me conta de que parei numa passadeira.
É uma mãe que leva o seu filho ao colégio. De mãos dadas, os dois vão passando à frente do carro.
Sem que a mãe dê conta a criança, com um sorriso de felicidade, olha-me nos olhos e levanta a mão num agradecimento puro!
Sorrio também e digo-lhe adeus…

Hoje sei que quando chegar à cama vou adormecer com uma imagem na mente e um sorriso nos lábios!

19 de março de 2008

Devagar para amanhã

Vestir o pijama, abrir a cama, escuro, lençois de flanela, macio, sono, o dia que passou, espreguiçar, mudar de posição, o dia que virá, espreguiçar mais uma vez, fechar os olhos, quente, adormecer.

18 de março de 2008

Viajar

Viver pedaços de uma outra vida,
acordar outros dias,
aquecer debaixo de outros sóis,
e sair aos olhos de outras luas.
Ir a julgamento de diferentes olhares
escolher ao sabor dos ventos,
romper comigo mesmo,
e unir-me ao que nunca será meu.
Viciar-me em mim
e ser actor principal,
num filme que nunca terá guião.

15 de março de 2008

O poder de uma (in)decisão!


Eram apenas mais duas pessoas no mundo. Duas pessoas que se encontraram num determinado contexto e assim se viram pela primeira vez.
Sentindo desde o primeiro dia um tendão invisível que os puxava um para o outro, viveram lado a lado durante determinado tempo sem nunca terem trocado palavras que não fossem de trabalho e o “bom dia” e “até amanha” naturais de quem chega todos os dias ao trabalho e se senta na secretária ao lado de outro alguém.
Ou porque o destino assim o quis, ou porque mesmo querendo faltou a coragem a um dos dois, ele saiu para um novo emprego sem nunca terem dito um ao outro o que sentiam.
Sem terem falado daquela sensação estranha quando os seus olhares se cruzavam.
Sem terem falado daquele bicho que lhe corroía o peito quando ela falava sobre as movimentações na bolsa com ele.
Sem terem falado daquele aperto que ela sentia quando o via sair todos os dias.
Sem terem falado daquela sensação de falta quando estavam ambos sozinhos em suas casas, sobre a cama e a contemplar o tecto do quarto, a pensarem um no outro.
Mas o destino é traiçoeiro e quis este que se voltassem a encontrar anos mais tarde.
Nesse momento ambos sabiam que tinham sido felizes…
Ela tinha estado casada e apesar do marido ter morrido anos antes, tinham criado duas lindas filhas que já tinham alargado a família com netos que a visitavam constantemente deixando-a sempre como um sorriso quando os via.
Ele tinha ido para Inglaterra. Sem ter casado e sem ter tido filhos tinha sido feliz à sua maneira. Tinha dedicado a vida à profissão e ao ensino. Tinha sido Nobel. Tinha deixado um legado de obras literárias.
Naquele dia quando os seu olhares se cruzaram ambos sentiram que apesar de tudo, teriam sido muito mais felizes juntos.
Trocaram então as primeiras palavras sobre sentimentos:
- Porque nunca me disseste nada se sabias que te amava?
- Sempre te amei e amarei…

14 de março de 2008

Com sal e pimenta



Sabias a mar.
Tenho sede... de ti.

12 de março de 2008

Tirem-me tudo...


Tirem-me o sol e a primeira flor da primavera, que sozinha é capaz de encantar o campo com a sua beleza e simplicidade.

Tirem-me o mar e o barulho das batalhas travadas entre ondas e rochas, disputas intermináveis que tiveram origem ninguém sabe onde nem porquê, mas uma coisa é certa, jamais terão fim.

Tirem-me os parques de diversão, repletos de gente, multidões que esquecem os seus pecados em cada trinca no algodão doce e libertam as suas angústias em cada “looping” da montanha russa.

Tirem-me os doces da avó, bolos apetecíveis e tentadores apenas pelo seu cheiro e aspecto, cada fatia até nos faz recordar a velha infância, pela paz, a inocência, a despreocupação, o silêncio…

Tirem-me a vontade de ir mais além, o desejo de conquistar e a audácia perante o desconhecido e o temível, lendas por desvendar, caminhos nunca antes explorados ou mesmo os já conhecidos, porque uma outra caminhada pode ser tão ou mais importante como a primeira.

Tirem-me o Luar e todas aquelas noites sentado à beira mar, olhando o céu estrelado, sentimento transportado pela escuridão medonha mas encantadora, desfrutando o que demais a vida nos oferece, dia após dia, e que por vezes desprezamos inocentemente.

Tirem-me tudo, mas não me tirem o paladar, porque enquanto sentir o sabor primoroso de beijos quentes, como uma bela tarde de verão e o sabor salgado de uma epiderme transpirada após uma pura noite de loucura, poderei afirmar, sem qualquer hesitação, que tu, Meu Amor continuas a meu lado…

WalterLove, a cantar desde 1982

7 de março de 2008

Sempre aprendendo...


Aprendo a viver vendo viver os outros

Aprendo a conquistar sendo ultrapassado pelos outros

Suponho que a minha realidade não é nada mais que a escadaria de um prédio

Que cada degrau simboliza um objectivo a alcançar, que cada tropeção é um obstáculo e o corrimão é o meu interior que me dá forças para continuar…

Mas continuar para onde???

Pior de tudo é que não sei onde é o ponto de partida, não me lembro de onde comecei e muito menos se devo subir ou descer…

Subir não me parece muito dificil, mas descer é sempre mais facil!

- Já sei, vou olhar para o lado e ver como fazem os outros…

- Mas esperem, vejo pessoas nos dois sentidos…que quer isto dizer???

Se perguntar a alguém vai parecer que sou um perdido no mundo, sem objectivos e sem iniciativa…Não, isso não...

Vou subir, está decidido…alguma coisa irei aprender…

Introspecção


Ela disse:
“Isolamento puro,
Sem televisão,
Sem net,
Sem telemóvel…”

Ele deixou de a ouvir e pensou:
“Isolamento puro,
Sem dor,
Paz de espírito,
Só eu e os meus sentimentos!
Guitarra e música,
Felicidade,
Partilha,
Soltar o que gostamos!
Eu e só eu,
Sem horas nem horários,
Longe da civilização,
Longe de recordações!
Mar,
Luta contra alguém,
Luta contra nós,
Liberdade!
Por do sol,
Cabeça vazia de ti,
Cabeça cheia de nada,
Libertação de sofrimento!
Esperar que venha,
Esperar pela atracção,
Esperar pela compreensão,
Correr atrás!
Magia…
Brilho,
Cor,
Sexto sentido!

Reflexão, poder, decisão, GRITO!”