30 de novembro de 2008

Chuva!


Era de noite!
Uma daquelas verdadeiras noites de Inverno em que chovia a potes...
As gotas caiam umas maiores que outras, uma após outra, grossas e finas mas a molhar.
Com as escovas na máxima velocidade ele conduzia erraticamente o seu novo BMW pelas ruas da cidade.
Não tinha destino e a réstia de vontade de o arranjar esmoreceu depois de um ou dois telefonemas que fez, ou pensou em fazer.
Mantinha-se só... sem rumo.
Estacionou o carro, desligou o motor, apagou as luzes e ficou só ele e a chuva.
Decididamente o dia não tinha corrido bem e a noite acompanhava o dia como se não quisesse ficar atrás, antes pelo contrario.
Tinha perdido novamente e ainda se sentia mal.
Irritado! Triste! Revoltado!
Se tivesse tido aquela opção em vez da outra...
Ai... Lamentos que não faziam mais sentido.
Saiu do carro e deixou que a chuva o molhasse.
Sentiu a chuva passar pela roupa até ao corpo, até aos ossos, até à alma.
Não sabia onde estava mas isso agora também não era importante.
Pelo mar de água doce que lhe inundava a o corpo vindo do céu, sentiu um rio salgado que lhe aflorou na face.
E assim se deixou ficar!
A vida, ai a vida...

1 comentários:

A. disse...

Há qualquer coisa de profundamente renovador numa chuvada. Já apanhei algumas que me deixaram de alma lavada. Outras deixaram-me só constipada!
Por isso cuidado...
;)