30 de julho de 2008

Conversas


− O outro dia numa das minhas abstracções dei comigo a pensar se valerá mesmo a pena lutar pelo que acreditamos...
− Porquê? Achas que não?
− Será que o que acreditamos nos leva ao caminho certo? Não será melhor por tudo para fora da cabeça e deixar-nos levar pela corrente?
− Talvez...
Mas espero que não penses assim... mesmo que estejamos sozinhos a pensar no que acreditamos, a seguir o que acreditamos, vivemos felizes!
Pelo menos quero acreditar nisso...
− LOOL
...
...
− Fala-me de ti!
− Descobre-me!
− Como é que te posso descobrir se somos apenas hologramas? Aquilo que os outros pensam de nós é apenas baseado num reflexo daquilo que fazemos...
− Sabes... vivo num mundo paralelo em que todos pensam diferente de mim, em que vêem aquilo que eu não vejo e em que vejo aquilo que eles não vêem...
− Humm
− ...
− Continua, estava a gostar!
− O que sobra para dizer fica para leres no ouvido do meu silêncio...
− Não me queres dizer ao ouvido?
− Não posso...
− Então responde-me só a uma pergunta:
Qual é a tua missão na minha vida?

(Obrigado a todos os que contribuíram para a construção deste post!)

2 comentários:

Anónimo disse...

perfeito...

catarina

Edelweiss disse...

Calada observo, analiso e absorvo... no inquieto silêncio que me revolve a vontade, sigo a intuição, as palavras geram-se espontaneamente, o Darwinismo fica para depois. O diálogo progride na ausencia de som, e nos parágrafos vai-se descobrindo a resposta à tua pergunta...