9 de junho de 2008

Split / Dubrovnik 20 a 22/06/07

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20h e qualquer coisa.
O sol cai lentamente sobre campos intermináveis, planícies sem fim aquecidas pelo alaranjado lá de cima.
Numa viagem tão longa era de admirar que não acontecesse qualquer coisa, e como tal fomos obrigados a saltar de vagão em vagão até encontrar-mos um pouso que nos permitiu 6h de descanso precioso .
Chegámos a Split por volta das 7h da manhã, e a nossa preocupação inicial era a de arranjar casa para ficar, uma vez que iríamos passar o dia em Dubrovnik.
Não foi preciso procurar muito, à saída do comboio lá estava uma sr.ª na casa dos setenta e muitos anos com um papel alusivo ao aluguer de quarto. Foi então que encetámos um longo processo negocial, que acabou por não dar em nada uma vez que às nossas perguntas em inglês apenas vinham respostas em Croata.
Preferimos tomar como garantia a sinceridade de uma cara vincada pelos anos.
Pousadas as mochilas cada vez mais pesadas com recuerdos, apanhámos o autocarro que nos levou até Dubrovnik. Foram 5 horas de viagem com direito a passagem pelo território da Bósnia.
Chegámos ao destino pelas 14h e já só pensávamos em comida.
No início da visita, demo-nos ao luxo de alugar um daqueles telefones portáteis que nos contam a história do local, mas rapidamente ficou claro que um interrailer não tem perfil para ficar parado a ouvir uma explicação num espanhol monocórdico atroz.
Jantámos ainda na cidade, ao final da tarde, provavelmente no melhor cenário que tivemos alguma vez durante o jantar.
Esplanada, música ao vivo e cara aquecida por um vento tão quente vindo do Adriático que rasga impiedosamente todas as muralhas que protegem este refúgio desconhecido aos olhos de tantos.
A última saída para Split era às 22h30... e por pouco não a perdíamos, não fosse uma cantoria aos deuses para que aparecesse um autocarro.
Chegámos a Split perto das 3h da manhã, e pelo meio deu para pôr a conversa em dia com dois Australianos praticantes da mesma religião que nós, apenas com uma diferença... eles iriam "rezar" durante 6 meses...
Chegamos ao 15º dia e já custa a crer tudo aquilo que vimos em tão pouco tempo. Ontem à noite (em Split) fomos até uma zona de bares junto à praia, praia esta que estava cheia de gente a tomar banho, já bem depois da meia noite... outros andamentos, digo eu.
É agora 12h30, tenho apenas os calções vestidos, escrevo de luzes apagadas e com o quarto escuro e mesmo assim estou a pingar na cara, impressionante!
Às 15h temos comboio para Veneza, de lá mandarei o meu último postal. (mais tarde viria a saber o quanto inconsequente ele seria... quando se espera muito de quem nos pode oferecer pouco...)

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