27 de dezembro de 2006

Desbravar o Natal de 2006

Muitos são os que dizem que actualmente vivemos um Natal de consumismo, onde apenas há lembrança para as prendas e nos começamos a "esquecer" (se é que me entendem) das pessoas a quem damos as prendas.
Eu agora já nem vou entrar por aí.
Ontem vi no Jornal da noite, os milhões de SMS enviados na noite de consoada, tantos que me custa imaginar. Lá diziam que cada português recebeu em média cerca de 40 e tal SMS, não há dúvida, um número um pouco elevado...
Isto das médias tem muito que se lhe diga, uma vez que são muitos os que se encontram na situação da minha mãe, que dificilmente atinam com o código PIN, quanto mais em enviar uma SMS...O que nos deixa, com muito boa gente a receber bem mais que as ditas 40 e tal SMS.
É precisamente aqui que quero chegar.
Nos dias de hoje, como se já não bastasse a obsessão em comprar prendas para todos os amigos, conhecidos e aqueles que cinicamente queremos que deixem de ser nossos inimigos, passamos a noite de consoada toda de volta do telemóvel!

Filho, anda ajudar aqui na cozinha SFF
- Não posso, estou a mandar uma SMS

Filho anda jantar, o bacalhau ta a arrefecer...
-Já vou, é só mais esta SMS

Filho, anda ajudar a comer os doces...
-Não me apetece (e lá continua ele de volta daquela cena preta que não pára de apitar)

Filho, olha, e abrires as prendas, não?!
- Tenha lá mais calma mãe, não vê que é Natal? Escusa de gritar... sempre com essa má disposição, não vê que ainda me falta responder a 3 SMS de boas festas?!

Pois muito bem, é a este ponto que começamos a chegar, obcecados por desejar um Feliz Natal a todos os contactos que temos na nossa lista telefónica, acabamos por esquecer que para lá do mundo (Eu e o meu telemóvel) também há uma família, que começa a ficar para trás sempre que recebemos uma SMS.
Este Natal o meu telemóvel bem se fartou de gemer, mas para lá ficou, a apanhar o frio daquele parapeito gelado, e graças a **** estava quase sempre sem rede!
Para o ano que vem, desculpem-me, mas estou a pensar seriamente em deixar o telemóvel desligado. Afinal se o Natal é para estar com a família...

18 de dezembro de 2006

Conversas de circunstância


Ora aqui vai mais um texto de extrema utilidade para todos nós e que exige uma consulta obrigatória semanal, quanto mais não seja, para aumentar o número de visitantes a este Blog...

Sendo assim fiz um elaborado trabalho de introspecção, do qual consegui arrancar 6 excelentes tópicos de conversa de circunstância:


Com os colegas da escola...
-O teste é já para a semana e eu nem sequer sei o que estamos a dar!

Com os nossos colegas de trabalho...
-Então, que turno é que fazes amanhã?

Com os nossos amigos da faculdade...
-Temos que nos juntar... !

Com os amigos dos nossos pais...
-É só dizer no que trabalhamos, onde e se gostamos ou não do que fazemos. Depois é pôr aquele sorriso treinado ao longo de vinte e tal anos, à espera da pergunta que nunca falha – “Então e a namorada, quando é que apresentas?”

Com os nossos vizinhos que raramente vemos...
-Fala-se do tempo, esse grande tema que nos salva na hora “H” dos tempos mortos no diálogo.

Com os “cotas”...
-Não é preciso fazer, que eles fazem por nós!

7 de dezembro de 2006

Então, beija-me!

♂ - Ouve lá, sabes onde é que há aqueles lábios, que não são uns lábios quaisquer, aqueles lábios, mesmo, mesmo, mesmo lábios?
Aqueles lábios fogosamente suaves e que mesmo assim te gelam, e tu dizes: Épá, estes lábios são mesmo lábios!
Sabes onde é que os há? Hum?!
Esses lábios que te batem duma maneira tão brusca, que tu por mais que os tentes esquecer não consegues, por causa de serem tão fogosamente suaves, os sacanas?
Sabes onde é que os há, esses lábios mesmo a sério, suaves, fogosamente suaves, daquele suave que dói apenas de se tocar e tu não podes gritar, porque supostamente estás a meio duma prova fogosamente suave, em que não podes dar parte fraca, porque começas a sentir algo de muito forte e começa a chegar a uma altura, em que até te esqueces de pôr os pontos finais a meio das frases, e só por causa disso toma lá três...
Sabes onde é que os há? Esses lábios suaves, fogosamente suaves. Sabes onde é que os há? SABES?

♀ - Sei...

♂ - TÃO BEIJA-ME!