27 de outubro de 2008

Com vagar


Hoje vou andar devagar.
Tão devagar que vou conseguir reparar nas obras que fizeram, nos prédios que pintaram, nas folhas que já cairam e nas pedras da calçada que já não estão lá.

4 comentários:

Cláudia disse...

Tão devagar que se sente o cheiro das castanhas assadas na rua, ouve-se o som das folhas secas que pisas, percebes que há potenciais velocistas a fazer treinos até aos autocarros?!? E já agora (a propósito de um post algures para trás) sentiste a pontinha do nariz fria com o vento (já a adivinhar o inverno) da noite?

Rakiely disse...

...e ao andar devagar, podemos aproveitar a simplicidade do que nos rodeia, podendo descobrir segredos escondidos que, na azáfama do dia-a-dia, nunca iriamos reparar, nunca os pondendo sentir, observar, contemplar...

(isto hoje deu-me para isto..é o que dá ser pensativa e ter acabado de escrever ^^ )(fica o desabafo=) )

Anónimo disse...

As tuas palavras envolvem-me... transporto-me para tantos dias sobre os quais não reflecti... nos quais por vezes, nem me lembro de ter vivido, apenas sobrevivi!

"a vida é feita de pequenos nadas", e nem sempre esses nadas têm a importância que deviam...

Obrigado por me fazeres parar para pensar

Sónia P disse...

"A pedestrian is a man in danger of his life. A walker is a man in possession of his soul."