24 de agosto de 2006

Um dia...


Um dia, em Cinfães aprendi uma coisa curiosa, aprendi que os amigos são para sempre…
Curioso, não é??? Não??? Já não é novidade nenhuma???
Não me importo, porque o importante é o que eu senti e isso ninguém me tira. E para além disso, para mim, não deixa de ser curioso que apenas uns dias, muito bem aproveitados, bastaram para reflectir sobre uma frase que, afinal está tão “batida”: «Os amigos são para sempre».

Um dia, quando eu olhar para trás, vou relembrar essas férias e aí vou gritar: «Eu saltei ao lado dos melhores» e ainda “hoje” mergulho de olhos fechados no “Lago da Amizade, no “Lago dos Bons Amigos”.

Um dia, quando eu tiver muito pensativo, vou recordar que peguei na espingarda e acertei 3 vezes em cheio, vocês meus amigos, não estavam no centro do alvo, mas mesmo assim eu ganhei e ainda “hoje” sinto que estou em primeiro.

Um dia, quando eu estiver aborrecido, vou pensar naquele jogo na máquina dos conhecimentos, no bar das “francesinhas” e que apesar de não termos sido os primeiros, fazemos sempre questão de deixar a nossa imagem de marca em qualquer lugar por onde passamos e ainda “hoje” o fazemos.

Um dia, quando eu já for velhinho e contar aos meus netos que tenho amigos que ainda “hoje” dão sentido à minha vida, eles provavelmente não irão acreditar e até se irão rir de mim. Mas não se preocupem meus amigos, eu tenho fotos vossas e irei mostrar-lhes todas as nossas peripécias, até lhes calar a boca.

Um dia, também tu irás sentir e reflectir que afinal os amigos são mesmo para sempre e aí vais ter curiosidade, vais escrever assim como eu, e acima de tudo, vais dizê-lo aos teus amigos.

Um dia, quando eu olhar para o meu passado e não vir os meus amigos, é porque o Mundo girará ao contrário, é porque o Sol já não nasce aqui e se põe além, é porque a Lua já não tem as suas quatro fases, é porque o dia deixou de ter 24 horas, é porque morri...

Antes que esse dia chegue, tenho de dizer obrigado por serem como são, porque eu vou continuar a amar quem me ama, vou continuar a respeitar quem me respeita e vou continuar a dar valor a quem o merece…

“Amo-vos, sabiam???” (lol)

23 de agosto de 2006

The Last Holidays II


Já não tinham conta os saltos para a água, que mandávamos naquele riacho perdido no meio de uma terra que até ali, não era por nós sequer sonhada.
A alegria dos últimos dias de umas férias merecidas era reflectida no leito límpido, naquela água que parecia de um qualquer lugar paradisíaco e que, no entanto, estava disponível para todos sem restrições.
Talvez estas fossem as últimas férias sem problemas, sem ter em que pensar. As últimas da nossa juventude, ou talvez fosse apenas o principio de muitas em conjunto…
Uma coisa era certa, estas férias, simples e campestres, que por fim selariam os laços trabalhados e sustentados durante quatro anos com nós inquebráveis ficariam para sempre na nossa memória.
E era agora na simbólica despedida, que me perguntava se tornaríamos a ver juntos aquela pequena igreja de aldeia, a lua e as estrelas prateadas lá ao fundo através daquela pequena janela do mundo, se voltaríamos a sentir o cheiro do ar, fresco e limpo e a brisa que transportava consigo o aroma leve do monte, se voltaríamos a ouvir o som do ribeiro, o cantar da banda em louvor aos santos da terra, a sentir a dureza da fraga no cimo do monte e já agora a guiar o GB por aquelas estradas de curvas e contra curvas…

The Last Holidays I

Acorda-me quando o Agosto acabar


Meus Documentos --»dois clic´s--» Meus documentos recebidos--»dois clic´s--» descer com a seta do rato--» procurar a musica--» dois clic´s--» Arrepio.

De tempos a tempos, lá aparece uma música que nos causa um arrepio logo nos primeiros acordes. São poucas, mas lá vão aparecendo.
Hoje a responsável dá pelo nome de “Love Should”. Ainda me lembro da última música que me provocou este efeito.
Corria o dia de 23 de Agosto de 2005, Udinesse, 22h10, noite cerrada, frio, casaco vestido, mochila de 13kg às costas, 3º dia sem tomar banho, barriga cheia de atum, pão e Nutela.
Eu, o Cephas, o Crispi e o Liz, subíamos as escadas para a plataforma da estação de comboios. Com a pergunta “a que horas vem o comboio?” esgotava-se o diálogo. A resposta foi “22h26”, e com 16 minutos pela frente, resolvi puxar pela primeira vez do walkman.
Procurei uma estação de rádio, e parei na primeira que a minha busca encontrou. Desligo-me de tudo a volta, oiço e sinto. Foi ali, que pela primeira vez ouvi “Wake me up when september ends”.
Foi ali que tomei consciência de que o sonho estava prestes a acabar, de que o Setembro estava a chegar, e que com ele, o melhor mês da minha vida ia acabar... o Agosto.
Existem músicas que nos marcam, e esta é uma delas e a ela estará sempre associado o meu Interrail...nesta noite ainda não o sabia, mas com o passar das horas, de uma coisa me fui apercebendo... Esta seria uma das “melhores” noites do Interrail.
Numa viagem deste calibre, o conceito de “pior” confunde-se com “melhor” a partir do momento em que uma situação difícil é ultrapassada.
A partir do momento em que me tentam roubar e graças ao Cephas não passa de uma tentativa.
A partir do momento em que dormimos durante a noite em estações de comboio perdidas em terras onde outrora passavam apenas comboios cheios de Judeus.
A partir do momento em que durante uma viagem nessas mesmas terras, onde o inglês é uma língua desconhecida, nos apercebemos que o comboio se vai dividir ao meio, indo cada parte para diferentes cidades... e nós, por acaso acertamos na metade certa.
A partir do momento em que nos deixamos adormecer e ficamos esquecidos no terminal de carruagens em Milão.
A partir do momento em que não arranjamos quarto em Amsterdão por causa de uma Gay Parade.
A partir do momento em que lavamos os dentes nas ruas de Roterdão e bochechamos com ice tea.
A partir do momento em que após 20 e tal dias, 24h por dia, já fartos uns dos outros, ainda nos conseguimos rir.
A partir do momento em que eu tenho a consciência que esse foi o mês em que me alimentei pior, dormi menos e tomei menos banhos, mas mesmo assim, quero repetir a experiência...
Está para breve...

21 de agosto de 2006

Já somos 1000...???Então venham mais 1000...


Antes de mais, gostaríamos de demonstrar toda a nossa alegria e orgulho por fazer parte de um projecto que nos completa a cada dia que passa, por cada texto publicado, por cada comentário que nos oferecem…
Juntos e sempre juntos, porque não sabemos estar de outra maneira nesta vida, somos uma família, e tu que não nos ouves, mas escutas as nossas palavras, és um convidado de honra, que tem sempre a nossa porta aberta para partilhares as tuas emoções, assim como nós o temos feito desde o inicio.
O beijo e o abraço que te oferecemos são o símbolo da nossa gratidão, pois sem ti, esta iniciativa jamais teria evoluído.
Contigo a nossa “árvore” cresceu, ao teu lado continuaremos a regá-la e por ti preservaremos os seus frutos!

Resumimos, assim, toda esta satisfação em apenas três palavras: Obrigado a todos!!!


Aquele Beijo e aquele Abraço do Cephas, do Zap e do Love…

10 de agosto de 2006

Começa Tudo de Novo…




Apaixonou-se por ela, mas não no primeiro instante. Não se pode afirmar que foi amor à primeira vista. Contudo, foi algo que surgiu do nada, aconteceu e tornou-se intenso.
O tempo foi passando, não havia projectos de vida, mas já havia muitos sonhos. Sonhos que se se tornassem realidade seriam suficientes para que duas pessoas passassem a ser uma só, com os mesmos objectivos.
Ele era mais sensível, ela era misteriosa, mas no final completavam-se bem, como naquele “jogo” da Alma gémea.
O Mundo tornou-se perfeito, os dias passaram a ser todos iguais, o importante era estarem juntos, pois adoravam fazer as mesmas coisas.
Um dia, igual a tantos outros, alegre e com recordações que mais uma vez ficariam gravadas na memória, lá iam eles pelo jardim.
Num acto que mais parecia de um verdadeiro artista de cinema, ajoelhou-se diante dela e segredou-lhe:
- És a minha luz, sabias? Para mim és uma ponte para o Paraíso, um atalho para o céu, para a Terra Prometida, um lírico desvio para um mundo de fantasia, onde tudo se pode tornar realidade.
Surpreendentemente ela olhou-o nos olhos, escuros como o carvão e lindos como a noite, e disse em tom baixo e triste:
- Não és para mim…
O tempo parou, o seu coração bateu 127 vezes naquele minuto, nada mais havia a fazer, ela não tinha dado oportunidade para esclarecimentos, ele ficou sem saber o que realmente se tinha passado naquele momento.
Ela virou as costas e caminhou, sem sequer olhar para trás, já não eram amigos, confidentes e companheiros…Tinham tudo, e agora sobrou menos do que nada!
Parado ali ficou a olhar, era o dia mais triste da sua vida, as pernas tornaram-se pesadas e o tempo começava a ficar feio. As nuvens negras cobriram de novo o sol, ia chover, e muito…
- Porquê??? Pensou ele.
Pegou no casaco, roto no ombro, tinha o fecho estragado e nem sequer o protegia da chuva. Precisava de ajuda, de apoio, de consolo, tudo era muito confuso e triste pois os seus sentimentos estavam, há muito, guardados no lado esquerdo do seu peito e agora, como duvida do mundo, o que há-de fazer?...pobre rapaz.
Sem rumo vagueou pela estrada fora, ia para lado nenhum, chovia imenso mas pouco o importava, o nó que sentia na garganta aterrorizava-o, tentava tossir mas era facilmente derrotado. Sem mais meios, não resistiu, colocou os joelhos no chão enlameado e as mãos numa poça, que quer ele quisesse quer não, reflectia o seu rosto na água suja.
Ele desistiu, lançou a toalha para o chão, como um lutador que pede misericórdia ao seu adversário. Era Inverno, a atitude estava tomada, ele perdeu as promessas da Primavera, a beleza do Verão e as expectativas do Outono.
Caiu-lhe a primeira lágrima, a segunda, a terceira e facilmente perdeu a conta…eram tantas as gotas que dos seus olhos saíam, que a água suja da poça começou a clarear. Surgiu uma outra imagem na água, ele ergueu a cabeça e duas pequenas mãos pegaram no seu rosto e a voz perguntou:
- Abre bem os olhos e diz-me o que sentes.
- Fui eu que pensei que a árvore do nosso amor começava agora a dar fruto…respondeu ele.
Depois de um beijo na testa a criança, negra, da cor dos seus olhos, segredou-lhe ao ouvido:
- Começa tudo de novo, ama como se nunca te tivessem magoado e dança…como se ninguém estivesse a ver…!!

9 de agosto de 2006

Cushion…


Contigo posso contar sempre…
És a única que me compreende, pois estás sempre nas boas e nas más horas!
Quando estou triste, não preciso falar para me entenderes, acolhes-me de uma forma tão ternurenta que até sou capaz de sentir as tuas “mãos” a passar pelo meu rosto
como que a enxugar as lágrimas que dos meus olhos caem
descontroladamente…
Nunca te disse, mas é verdade que penso em ti todos os dias e nem ponho a
hipótese de algum dia deitar-me, sem ser ao teu lado!
Adoro dormir no teu “rosto”, pousar a minha cabeça,
por vezes molhada, do banho tomado à noitinha, e viajar num sono longo
com a minha face sempre colada à tua!
Desculpa se por vezes acordo e simplesmente te ignoro, mas o facto de acordar
cedo e ter de me separar de ti, entristece-me, por isso, prefiro não olhar para ti.
Oh como é bom ter-te, sempre, a toda a hora, todos os dias, todas as noites…