29 de outubro de 2005

Um Natal que não esquecemos

Quantos de nós não pensámos já no que faríamos se soubéssemos quando íamos morrer?
E que tentaríamos transmitir a três pequenos filhos e um marido se soubéssemos que tínhamos menos de 24h de vida?
Um livro arrebatador que nos acorda para uma realidade bem possível. Envolvente, a puxar por todos os nossos sentimentos e a colocá-los bem à flor da pele. Faz-nos pensar no que queremos ou não fazer antes do dia em que dizemos "até qualquer dia" às pessoas que amamos na terra. É mais um dos livros que tem o poder de nos prender até sabermos o final.
No fundo é a história de uma mãe que no dia de aniversário do seu casamento (véspera de natal), sai e vai ao "crique do soleil" (circo só com arte) como o marido. Passa o dia com dores de cabeça e na viagem de volta a casa tem mesmo de ser internada e é quando sabe que tem pouco tempo de vida. É ai que todos os sentimentos e emoções se começam a soltar e a mostrar.
Como em qualquer romance a história acaba em bem, mas neste livro é feita mais uma vez a diferença de qualquer outro romance. É original, diferente de todos os outros finais e no entanto um dos melhores. Para mim lindo!
Classificação: 5 estrelas

27 de outubro de 2005

A Essência da Lâmina


Já estava na altura de começar no blog crónicas a um dos meus géneros literários preferidos. Qual será perguntam vocês. É a high fantasy e começo logo com um autor português: Filipe Faria.
Para quem não conhece a o género e a saga (e este é já o quarto livro) é uma leitura muito ao estilo de Senhor dos Anéis. E são tantas as parecenças que tive para deixar de ler este autor. Apesar de todas estas revoltas acabei por ler mais este livro de mente aberta e, ainda bem, surpreendeu-me!
Neste livro o autor consegue libertar-se do estigma “Tolkien” e passa a ser muito mais original naquilo que escreve.
A história dá um grande passo e introduz descrições que até aqui eram por mim desconhecidas neste género literário. É fantástica a forma como o autor descreve os combates, as criaturas e a linguagem que emprega no próprio enredo.
Resumidamente a história da saga é a de um príncipe guerreiro que foge de casa roubando a relíquia do reino, uma espada, e levando atrás também o conselheiro do reino, para ir em busca do pai e do segredo que envolve o seu desaparecimento. Ao longo do caminho vai encontrando várias personagens que se juntam ao grupo tendo estes varias aventuras até chegarem ao seu destino. Quando descobre finalmente o pai, este morre para o salvar e é exactamente aqui que começa este quarto volume.
Depois disto vai em busca da “essência da lâmina”, que é o que possivelmente lhe poderá dar a vitória. O grupo separa-se e começam a viver as aventuras em paralelo que para as saberem vão ter de ler o livro.
Classificação: 4 estrelas

5 de outubro de 2005

Tu...

(Apesar da demora, a pedido de algumas famílias a história continua. Mas fica o aviso, mais uma vez é sem a promessa de continuar!)
Trrriiimmmm
Mais um dia começa com o som do despertador…
Confusão da manhã, tudo a acordar, tudo a despachar! Sai um atrás do outro quase não se trocam palavras, pego no meu “caderno” e vou para a escola.
Na verdade chamo-lhe “caderno”. Talvez aos olhos de outra pessoa seja lixo mas… Que nome posso chamar a um monte de folhas agrafadas com páginas cheias de rabiscos e “gatafunhos” que só eu consigo perceber? Talvez ainda não o tenha deitado fora por uma simples razão: tem o teu nome.
Já estou a chegar á escola e ainda só disse “Bom dia!”.
Estás a chegar ao mesmo tempo… quem mais poderia ser? Será que se fosse outra pessoa eu tinha reparado?
Já me chateia esta minha obsessão e ainda por cima faz-me sentir um cobarde! Dói-me ver-te, não te ter, mas não tenho coragem para ir ter contigo. Mas porquê este receio todo? No fundo eu mal devo existir para ti, como é que posso ou não saber se ias gostar de mim? Limitamo-nos a trocar um “olá tudo bem?” quando nos vemos e são essas outra vez as minhas palavras! Estavas sozinha podia ter aproveitado… estávamos!
Chegou o teu colega, amigo ou … que anda sempre contigo. Deve ser só teu amigo eu é que estou em mais um dos meus ataques de ciúmes. Mas o certo e que o meu coração murcha como uma flor com a geada cada vez que te vejo com ele.
Para não facilitar as aulas estão uma seca. Só tretas ninguém liga.
O Riverson, meu colega de carteira e amigo, que por sinal tem um sentido de humor apuradíssimo para a parvoíce, não diz coisa com coisa hoje. Bah, como deixar de pensar em ti?
Claro que ele está farto de me chamar maluco. “Como é que é possível, tantas raparigas bonitas atrás de ti e gostas de uma com quem mal falas….” Mais uma vez me sinto um cobarde… porque é que não tenho coragem de meter as mãos a apanhar o que cai do céu? Será por vir muito rápido? Devo gostar de sofrer diz ele mais uma vez.
Ah como seria fácil se pudéssemos escolher e só déssemos amor aos que nos correspondem. Mas que valor teria esse amor? Não seria depois um simples empréstimo?
Na verdade sonho apenas com o momento em que poderei estar contigo. Abraçar-te, sentir-te, tocar-te! Ter-te só para mim e depois poder guarda-lo para sempre no meu coração...