28 de setembro de 2007

Interrail 2007

Parte I

Parte II

22 de setembro de 2007

Regresso às aulas

"Mãe, Mãe olha ali, é esta, pode ser?! Leva esta!"

As filas nos supermercados
As mochilas novas
O cheiro dos livros a estrear
Os lápis, as canetas, a tesoura, a régua de 50 cm, o papel cavalinho, a cola UHU, o estojo, a borracha, os cadernos, as capas, o casaco novo e até uma motivação crepitante que se esfuma na primeira semana.
As promessas infundadas de que este ano tudo será diferente.
"Este ano farei todos os T.P.C.! Vou tirar positiva a matemática, e vou escrever os apontamentos todos com letra bonita. Todos os dias quando chegar a casa vou reler a matéria dada e sublinhar o mais importante. Vou ser o melhor em Ed. Física, e marcar um golo na final do campeonato da escola. E ainda, vou começar a cumprimentar as minhas amigas com um beijo na cara. Vou ser diferente, mas não vou deixar de jogar à bola nos intervalos. "

E assim começa a escola para tantos, e tantos miúdos.

21 de setembro de 2007

Budapeste 18 e 19/06/07

À chegada parecia uma cidade cinzenta, pouco acolhedora, à imagem de Atenas.
Confesso que a vontade de conhecer também já é pouca, estamos cansados, e sinceramente depois de passar por Praga, todas as cidades parecem “pequenas”.
No meu ver a cidade tem grande potencial, mas que está longe de ser bem aproveitado. Tem edifícios com grandes fachadas, tem história, é banhada pelo Danúbio, mas simplesmente não é cuidada. Está suja, negra e com muito património a ruir.
São cerca de 7h45 quando chegamos à cidade, e não sei bem como, metemo-nos numa carrinha conduzida por um homem qualquer que supostamente nos levará a uma pousada... assim foi, mas só quando chegamos ao destino e que nos apercebemos que essa decisão poderia ter sido algo arriscada.
Lá acabamos por nos instalar em mais uma pousada. Durante a tarde damos uma volta pela cidade e subimos ao seu ponto mais alto. Confesso que foi aqui que comecei a ficar com melhor impressão da cidade. Cá de cima a vista é realmente muito boa.
Já cansados decidimos voltar para a pousada para repousar as pernas. Dormimos uma hora ou duas, até à altura de jantar e acordamos para aquilo que viria a ser uma grande noite. Sem querer acabamos numa discoteca ao ar livre a festejar o final da época dos exames, muito bem acompanhados.
Mais uma vez optamos por dormir pouco e às 10 da manhã já estamos a caminhar naquelas ruas quentes.
Decidimos ficar com as mochilas, em vez de as guardar nos cacifos da Estação.
Já está um calor infernal. Por baixo da T-xirt escorro suor e nem o banho à pouco tomado me faz sentir mais fresco.
Almoçamos num restaurante italiano e enquanto vem a conta aproveitamos para escrever os postais que à muito estavam prometidos. Afinal de contas do lado de lá alguém é capaz de gostar de saber de nós...
De realçar a vista sobre o Danúbio à noite, iluminado pelas luzes que salpicam a principal e mais conhecida ponte da cidade. É disto que são feitas as grandes viagens, do ambiente e envolvimento que sentimos perante um quadro destes. Não dá para descrever, é o que faz das viagens, pedaços de vida vividos a 100%...
Chegamos ao comboio, tiramos a roupa toda à excepção dos calções.
O suor continua a correr sem pedir licença.
Os olhos estão semicerrados e a velocidade com que a caneta desliza começa a ser cada vez mais lenta, tenho sono.
Vou dormir.
Já venho está bem?!

....

São agora 19h, estamos algures na Hungria. O comboio vai rasgando uma paisagem que me obriga a emprestar um olhar prolongado de vez em quando.
O compartimento do comboio continua quente, que seria de nós sem os toalhetes do LIDL?...

13 de setembro de 2007

Telhados de vidro


Hoje decerto que não há falta de assunto. Andam todos a falar do mesmo, e a situação também não é para menos.
Ontem o nosso seleccionador Scolari, agrediu, ou tentou agredir um jogador da equipa contraria...
Tenho ouvido muitas opiniões, umas de apoio, outras de total "bota abaixo".
Há quem diga que Scolari deveria ser irradiado do futebol...
Pegunto eu: Estamos assim todos seguros que no nosso local de trabalho tal não venha a acontecer connosco?
Sou contra a violência, e condeno a acção ontem vista, mas sinceramente não sou capaz de garantir que num mau dia, em circunstâncias adversas e numa situação de excepção, isso não venha a acontecer.
Ser irradiado da profissão por um acto daqueles? Não concordo. Não gostaria que acontecesse comigo.
Demos um mau exemplo aos nossos jovens, uma péssima imagem lá fora, mas as vezes às pessoas esquecem-se que todos nós temos telhados de vidro...