8 de junho de 2007

Interrail 2007 - Prognósticos


Já passa da meia noite. Faltam 16h. Está calor cá em casa.
A minha mochila está quase a abarrotar.
Experimentei pôr às costas. Experimentei imaginar esse peso por entre ruas perdidas na memória de tanta gente.
Experimentei imaginar as noites intermináveis em comboio, aquele "tum, tum; tum, tum".
Experimentei lembrar aquela ansiedade sempre que entramos no desconhecido, quando não podemos confiar em mais ninguém a não ser no nosso grupo.

Às noites dormidas no corredor dos comboios, nos apeadeiros perdidos no meio de nada, ao sonho por uma banheira e ao desejo de um bom bacalhau cozido.
Ao nó na garganta que aparece na despedida.
Ao "volta depressa!"
Ao "volta bem..."
Ao que deixamos para trás!
Mas sobretudo à Aventura!
Aos "Descobrimentos" do Sec XXI.
A tudo isso, e a muito mais que iremos encontrar!

Cá estaremos para contar, com fotografias e esperemos que com muitas linhas.
Até já!
Até dia 30

ZapporssoN_81

...

1h16
Paro, penso e reflicto…
Como foi o outro? Agora que olho para trás parece que foi tudo tão fácil!

Faço um pouco de zoom…
Primeira noite: os comboios portugueses são tão maus!
Roma: atrofios por ninharias…
Amesterdão: já esgotei o orçamento de hoje!

Mas depois…
Aushwitz: um silêncio ensurdecedor…
Praga: que cidade!
Pompeia: como é possível?
Primeira noite em Paris: mais de 3h de conversa
Recordar histórias: risos e mais risos.

Fazendo um balanço rápido do primeiro interrail: que grande viagem, grandes laços reforçados, a melhor viagem da minha vida até hoje!
Parto daqui a 14h30 para o segundo na esperança de que seja ainda melhor que o primeiro tendo como expectativas o companheirismo, viagem, turismo, anti-turismo, reflexão, partilha, gargalhadas, anhanços… uma mala vazia para encher!
E fazendo uma última antevisão, cito o grande Pessoa:
“O valor das coisas não está no tempo que duram, mas na intensidade com que acontecem! Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Despeço-me assim da vida que me rodeia e que fica suspensa durante estes 22 dias de viagem!

Cephas84Zoth

1 de junho de 2007

XXVIII ENEE- O Balanço

"Mas que grande ENEE!
Muitas vezes não nos damos conta que a vida passa por nós a correr e deixamo-nos levar de arrastão, mas naquela semana, fomos nós que passámos a correr pela vida..."
Torna-se um pouco difícil deixar aqui um testemunho fidedigno a tudo o que se passou neste encontro.
Bem sei que não esteve muito calor e até chegou mesmo a chover, mas isso ao pé de tudo o que se viveu naquela semana é zero.
Acordar às horas que queremos, não ter que ir às conferências, jantar como gente grande, assistir a todos os concertos do início ao fim, dançar, tocar e fazer sentir, viver e ajudar a viver, respirar e ajudar a inspirar, como se ontem não tivesse existido e como se o amanhã não existisse mais.
Viver o momento, sem colocar "porquês" e "não posso" a nós próprios.
Gritar, enrouquecer, falar baixinho e entoar bem alto, aquilo que não somos, aquilo que não fazemos, mas gostaríamos de ser... quem sabe até fazer, nesta semana, dedicada a nós, aos amigos e à definição de amigos, à exploração de fronteiras e ao uso dos limites.
Feliz por ter ido, arrependido se não voltar, assim será sempre o meu pensamento, ano após ano, ENEE após ENEE.
Pelo menos penso assim. Enquanto for jovem e tiver coragem para dançar com alguém, dançar contigo ou mesmo com ninguém, mas dançar.
Por nós Enfermeiros e porque temos uma semana que nos é dedicada, para o ano lá estaremos.
Alvoradas todos os dias, deitar quando o sol nasce e sair quando a lua se levanta.
Aqui e só aqui falo por mim mas respondo por alguns...

Ha gajos com sorte, e eu sou um deles!
Porque? - perguntas tu
Porque estive no ENEE